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Rali eleitoral: até onde o Ibovespa pode ir?

ResumoO Ibovespa opera perto de 188 mil pontos após engatar a 12ª alta consecutiva, impulsionado pelo rali eleitoral. Análises técnicas do BTG Pactual e do Itaú BBA indicam potencial de valorização adicional, com suporte em 180 mil pontos e resistência projetada entre 190 mil e 195 mil pontos. O movimento depende de fatores políticos e externos.

Ibovespa engata 12ª alta e opera perto de 188 mil pontos com rali eleitoral. Veja até onde o índice pode ir, segundo análises técnicas de BTG Pactual e Itaú BBA.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 03 de setembro de 2026
Rali eleitoral: até onde o Ibovespa pode ir?

O Ibovespa (IBOV) engata a 12ª alta consecutiva nesta quinta-feira (3) e opera no nível dos 188 mil pontos, o maior desde meados de abril, com o mercado precificando uma disputa mais acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Com o avanço recente, apoiado pelo rali eleitoral e retomada do capital estrangeiro, o IBOV acumula alta de 6,3% na primeira semana de setembro.

Segundo o BTG Pactual, o principal índice da bolsa brasileira confirmou uma forte reversão em V, com uma resposta compradora rápida após o IBOV operar cerca de 15% abaixo da média histórica. Os analistas técnicos Lucas Costa e Gabriela Sporch afirmam que o price action reforça a dominância da ponta compradora, com sequência de máximas e mínimas mais altas, maior amplitude nos pregões de alta e candles com fechamentos próximos das máximas. O movimento ganhou força após o rompimento dos 180.600 pontos, antiga resistência formada no início de agosto e agora suporte do índice.

Os próximos suportes são 192.608, 198.184 e 199.273 pontos. Em um cenário de aceleração acima desses suportes, o IBOV pode atingir os inéditos 200 mil pontos. Na mesma linha, o Itaú BBA considera que o índice pode voltar ao nível recorde dos 199 mil pontos no curto prazo, caso ultrapasse o suporte de 188.700 pontos. O analista técnico Lucas Piza avalia que o Ibovespa entrou em tendência de alta depois de muito tempo indefinido ou em baixa, abrindo espaço para compras em ativos que superarem suas resistências.

As pesquisas eleitorais começaram a movimentar o mercado doméstico nesta semana, a um mês das eleições e em meio a ruídos de ligação entre o Caso Master e ministros do STF, com destaque para Alexandre de Moraes. Na quarta-feira (2), a pesquisa Quaest mostrou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno contra 29% de Flávio Bolsonaro. O petista recuou 1 ponto porcentual ante os 38% da pesquisa passada, e Flávio caiu 2 pontos sobre os 31%. Em eventual segundo turno, Lula tem 42% e Flávio 41%, com diferença caindo de 3 para 1 ponto, mantendo empate técnico (margem de erro de 2 pontos). Já hoje, a PoderData/Aya mostrou o senador numericamente à frente: Flávio tem 45% contra 44% de Lula, com margem de erro de 1,8 ponto. É a primeira vez que Flávio aparece à frente de Lula nas projeções de primeiro turno desde maio.

O acirramento da disputa reforçou a aposta dos investidores em uma troca de governo em 2027. Marcos Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, avalia que uma eventual troca pode sinalizar política econômica mais ortodoxa. Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que vê em sua reeleição um empecilho para o controle das contas públicas e da inflação. Notícias favoráveis a Flávio têm se refletido positivamente nos ativos.

A equipe de análise técnica do BB-BI aponta que o fluxo de investidores estrangeiros deve seguir como principal balizador do apetite por risco no curto prazo, enquanto a volatilidade eleitoral tende a aumentar a dispersão dos retornos nas próximas semanas. Para quem acompanha o mercado, o cenário técnico indica potencial de alta, mas a cautela com os ruídos políticos segue recomendada. como investir na bolsa em cenário de volatilidade

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