Amazon capta US$ 5,43 bi em 1ª emissão em libras
A Amazon deve captar 4 bilhões de libras (US$ 5,43 bilhões) com sua primeira emissão de títulos em libras esterlinas nesta quarta-feira. A operação atraiu forte demanda, segundo um banco envolvido no negócio, e reflete a corrida das chamadas empresas de hiperescala para diversificar fontes de financiamento e bancar investimentos crescentes em inteligência artificial.
A demanda pela emissão superou 12 bilhões de libras, conforme memorando do coordenador líder da oferta visto pela Reuters. A operação será dividida em quatro tranches de 1 bilhão de libras cada, com vencimentos em 3, 6, 12 e 19 anos. Os títulos devem ser precificados com spreads de 53, 75, 90 e 93 pontos-base sobre os títulos equivalentes do governo britânico.
A libra esterlina é a mais recente moeda do programa de financiamento da Amazon, que já acessou neste ano os mercados de dívida em euros, francos suíços e dólares canadenses. A Alphabet, controladora do Google, foi a primeira do setor a ingressar no mercado de libras em 2026, com captação de 5,5 bilhões de libras em fevereiro, incluindo um título com vencimento em 100 anos.
Segundo dados da LSEG, os hyperscalers já emitiram mais de US$ 200 bilhões em dívida em 2026, mais que o dobro do volume de todo o ano passado. O Banco Central Europeu alertou em setembro que essa entrada pode deslocar outros emissores e elevar custos de financiamento.
Esta é a primeira emissão da Amazon desde julho, quando a demanda por uma oferta de US$ 25 bilhões foi menor que em anos anteriores, sinal de que o volume crescente de captações testa o apetite dos investidores. Para quem acompanha o mercado de crédito, o movimento indica que as gigantes de tecnologia seguem ampliando o leque de moedas para financiar a expansão em IA, o que pode pressionar spreads e abrir espaço para outros emissores.