ALPA4 salta 10% após 2T: lucro cresce 95% e ação atinge máxima
Alpargatas (ALPA4): ação salta mais de 10% após resultados do 2T; veja destaques
As ações da Alpargatas (ALPA4) saltaram nesta sexta-feira, tocando a máxima intradia em cinco meses, após a dona da marca Havaianas quase dobrar o lucro no segundo trimestre. A ação subiu 10,36%, a R$ 13,53. O lucro líquido cresceu 95,1% na comparação com o mesmo período de 2025, a R$ 170 milhões, enquanto a receita líquida aumentou 11,3% e a margem Ebitda ajustada passou de 17,5% para 23,3%.
Resposta direta: A Alpargatas (ALPA4) reportou lucro líquido de R$ 170 milhões no 2T, alta de 95,1% ano a ano. A receita líquida cresceu 11,3% e a margem Ebitda ajustada subiu de 17,5% para 23,3%. As ações subiram 10,36%, a R$ 13,53, atingindo máxima em cinco meses.
Por que a ação da Alpargatas disparou após o balanço?
O mercado reagiu com força ao resultado publicado na véspera. Segundo relatório do Citi enviado a clientes, a Alpargatas superou tanto as estimativas do banco quanto o consenso da VisibleAlpha em praticamente todas as principais métricas. O documento, assinado por João Pedro Soares e Felipe Husein, destaca a aceleração do crescimento do sell-out (venda final) para 13% em Havaianas Brasil, ante 4% no primeiro trimestre.
Os analistas avaliam que esse desempenho pode representar um ponto de inflexão para o crescimento dos volumes no Brasil, especialmente porque as vendas ao consumidor vinham crescendo, na maior parte do tempo, apenas em ritmo de um dígito baixo.
O que os números do 2T mostram?
O lucro líquido de R$ 170 milhões representa um salto de 95,1% na comparação anual. A receita líquida avançou 11,3%, puxada pelo mercado brasileiro. A margem Ebitda ajustada passou de 17,5% para 23,3%, uma melhora de quase 6 pontos percentuais.
Segundo análise do JPMorgan, a receita líquida consolidada somou R$ 1,23 bilhão, alta de 11% na comparação anual e 6% acima das projeções do banco. O Ebitda ajustado atingiu R$ 286 milhões, avanço de 48% em um ano e 22% acima das estimativas. O lucro líquido ajustado alcançou R$ 181 milhões, superando em 39% a expectativa dos analistas.
Havaianas Brasil: o motor do crescimento
O destaque ficou para o mercado brasileiro. A receita da Havaianas no país cresceu 17%, para R$ 809 milhões, beneficiada por avanço de 9% nos volumes vendidos e melhora do mix de produtos. O JPMorgan ressaltou ainda que as vendas ao consumidor final cresceram 13%, dissipando preocupações de que a forte comercialização do primeiro trimestre pudesse ter sido apenas antecipação de demanda.
Para quem acompanha a companhia, o número é relevante: o sell-out acelerou de 4% para 13% entre o primeiro e o segundo trimestre, um sinal de que a demanda real está aquecida, não apenas a venda para lojas.
Operação internacional surpreende positivamente
A operação internacional também surpreendeu. O Ebitda da divisão mais que dobrou na comparação anual, alcançando R$ 117 milhões, com margem de 28,8%. O resultado foi impulsionado pelo forte desempenho na Europa e pela reestruturação da operação nos Estados Unidos.
A XP também avaliou o resultado de forma positiva. Em relatório divulgado após o balanço, a corretora destacou que a companhia continua avançando em seu processo de recuperação, apoiada pelo fortalecimento da marca Havaianas, melhora da rentabilidade e disciplina na execução da estratégia comercial.
O que fica de atenção: Rothy's e riscos macro
Apesar dos resultados fortes, os analistas apontam que a operação Rothy's segue como ponto de atenção. Segundo o JPMorgan, a marca registrou queda de 3% na receita e retração de 17% no Ebitda, embora parte da pressão tenha sido compensada por efeitos tributários favoráveis.
No campo macro, os analistas seguem construtivos com a tese, embora apontem riscos ligados ao petróleo e ao cenário político. Esses fatores podem influenciar o consumo e, consequentemente, a demanda por produtos da marca.
O que esperar das ações da Alpargatas daqui para frente?
Tanto JPMorgan quanto XP avaliam que o trimestre reforça a trajetória de recuperação da Alpargatas e pode levar a revisões positivas das estimativas de lucro para os próximos anos. O JPMorgan espera uma reação favorável das ações após o balanço, destacando especialmente a força da Havaianas no Brasil e a melhora estrutural das operações internacionais.
Para o investidor, o cenário é de otimismo moderado. A melhora de margem e a aceleração do sell-out no Brasil são sinais positivos, mas a Rothy's ainda pesa. Acompanhar os próximos trimestres será crucial para confirmar se a recuperação é sustentável.
Se você está avaliando entrar na ação, vale observar como a companhia lida com os riscos macro e com a operação internacional nos próximos balanços. O resultado do 2T foi forte, mas o mercado já precificou parte dessa melhora com o salto de 10,36%.
Perguntas Frequentes
Por que a ação da Alpargatas subiu mais de 10%?
As ações subiram 10,36%, a R$ 13,53, após a companhia reportar lucro líquido de R$ 170 milhões no 2T, alta de 95,1%, superando as estimativas do Citi e do consenso da VisibleAlpha.
Qual foi o lucro líquido da Alpargatas no 2T?
O lucro líquido foi de R$ 170 milhões, crescimento de 95,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
Quanto cresceu a receita da Havaianas no Brasil?
A receita da Havaianas no Brasil cresceu 17%, para R$ 809 milhões, com avanço de 9% nos volumes vendidos e melhora do mix de produtos.
O que é o sell-out e por que ele é importante?
Sell-out é a venda final ao consumidor. Na Havaianas Brasil, o sell-out acelerou de 4% no 1T para 13% no 2T, sinalizando demanda real aquecida.
Quais os riscos apontados pelos analistas?
Os analistas citam riscos ligados ao petróleo e ao cenário político, além da operação Rothy's, que registrou queda de 3% na receita e retração de 17% no Ebitda.