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Efeito HALO: 14 ações brasileiras anti-IA do Goldman

Efeito HALO: as 14 ações brasileiras para surfar no tema anti-IA, segundo o Goldman

O estrangeiro voltou para a Bolsa brasileira em julho, em grande parte por causa do reequilíbrio de carteiras, saindo das ações de Inteligência Artificial (IA) para os papéis conhecidos como HALO (Heavy Assets, Low Obsolescence). A sigla caracteriza empresas com muitos ativos físicos e baixo risco de saírem do mapa por conta da IA.

O efeito HALO é uma estratégia que busca empresas com muitos ativos físicos e baixo risco de obsolescência pela IA. O Goldman Sachs recomenda 14 ações brasileiras nesse contexto, incluindo Petrobras, PRIO, Sabesp, Equatorial, Axia, Suzano, Gerdau, Usiminas, MBRF, Rede D'Or, Multiplan, Cyrela, Cury e Direcional.

O que é o efeito HALO e por que ele atrai investidores

O Goldman Sachs aponta que a América Latina pode se beneficiar da estratégia de investidores globais de reduzirem a concentração em empresas de tecnologia e inteligência artificial dentro da estratégia HALO. A tese parte da avaliação de que empresas intensivas em ativos tangíveis, como petróleo, energia elétrica, saneamento, infraestrutura, telecomunicações, commodities e propriedades imobiliárias, podem oferecer maior proteção em um ambiente marcado por juros reais elevados, tensões geopolíticas e riscos relacionados à concentração excessiva em ações ligadas à IA.

Segundo o banco, os papéis HALO vêm superando as empresas mais dependentes de tecnologia desde 2025 em várias regiões do mundo. Para o Goldman, a América Latina reúne características especialmente favoráveis para essa estratégia. A região é grande exportadora de commodities, possui relevância estratégica na produção global de petróleo e oferece avaliações consideradas atrativas. O MSCI Latam negocia a cerca de 9,5 vezes lucro projetado para os próximos 12 meses, abaixo de sua média histórica e com desconto em relação a mercados como Estados Unidos e Europa.

As 14 ações brasileiras recomendadas pelo Goldman

Petróleo: Petrobras e PRIO

O destaque mais evidente ficou para o setor de petróleo. O Goldman reiterou recomendação de compra para Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), afirmando que ambas negociam a múltiplos atrativos e apresentam elevada geração de caixa. No caso da Petrobras, o banco vê potencial sustentado por crescimento de produção, melhora do ambiente de refino e governança mais favorável, estimando rendimento de fluxo de caixa livre de 18% em 2027. Já a PRIO foi destacada pelo fluxo de caixa livre projetado de 23% e pela forte geração de valor aos acionistas.

Utilities: Sabesp, Equatorial e Axia

No segmento de utilities, o banco colocou Sabesp (SBSP3), Equatorial (EQTL3) e Axia (AXIA3) entre suas ações preferidas. A avaliação é de que essas empresas combinam ativos de alta qualidade, proteção contra inflação e potencial de valorização em um cenário de normalização dos juros reais no Brasil. O Goldman ressalta que as utilities brasileiras têm histórico de desempenho superior ao MSCI Emergentes na última década.

Commodities: Suzano, Gerdau e Usiminas

O banco também demonstrou preferência por empresas brasileiras de commodities. Entre elas está Suzano (SUZB3), apontada como a principal escolha do setor de celulose graças à sua posição global de baixo custo e ao fluxo de caixa considerado atrativo. Em siderurgia, as preferências incluem Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), ambas avaliadas como opções descontadas dentro do universo latino-americano de materiais básicos.

Alimentos: MBRF

No setor de alimentos, a principal recomendação do Goldman é a MBRF (MBRF3). Os analistas destacam que a companhia opera uma plataforma global de proteínas com ativos difíceis de replicar, incluindo frigoríficos, centros de distribuição, fábricas de ração e infraestrutura logística espalhada pelo Brasil, Estados Unidos e Oriente Médio. A instituição vê a empresa como uma das maiores beneficiárias do crescimento estrutural do consumo global de proteínas.

Saúde: Rede D'Or

Outra ação brasileira destacada foi a Rede D'Or (RDOR3). O Goldman argumenta que a maior rede hospitalar privada do país se encaixa perfeitamente no conceito HALO por depender de ativos físicos de longa duração e por possuir uma expansão relevante de capacidade nos próximos anos. A expectativa é que a companhia adicione cerca de 2.700 leitos até 2028, ampliando sua alavancagem operacional.

Imobiliário: Multiplan, Cyrela, Cury e Direcional

No mercado imobiliário, a preferência recai sobre Multiplan (MULT3), dona de shopping centers considerados escassos e difíceis de replicar nas principais capitais brasileiras. O banco projeta crescimento médio anual de 11% do fluxo de caixa por ação entre 2025 e 2027, ritmo superior ao observado em pares globais. Entre as incorporadoras residenciais, Cyrela (CYRE3), Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) aparecem entre as ações com recomendação de compra.

Riscos e considerações finais

Embora a tese favoreça diversos nomes brasileiros, o Goldman alerta para riscos como queda dos preços das commodities, juros mais altos nos Estados Unidos, mudanças políticas na região e um eventual retorno do apetite global por empresas ligadas à IA. Ainda assim, o banco avalia que a combinação de ativos físicos, geração de caixa e valuations descontados torna as ações latino-americanas, especialmente as brasileiras, uma alternativa atraente para investidores que buscam diversificação em relação ao mercado de tecnologia.

Confira as 14 principais ações brasileiras destacadas pelo Goldman Sachs:

  • Petrobras (PETR4)
  • PRIO (PRIO3)
  • Sabesp (SBSP3)
  • Equatorial (EQTL3)
  • Axia (AXIA3)
  • Suzano (SUZB3)
  • Gerdau (GGBR4)
  • Usiminas (USIM5)
  • MBRF (MBRF3)
  • Rede D'Or (RDOR3)
  • Multiplan (MULT3)
  • Cyrela (CYRE3)
  • Cury (CURY3)
  • Direcional (DIRR3)

Perguntas Frequentes

O que é o efeito HALO?

O efeito HALO é uma estratégia de investimento que prioriza empresas com muitos ativos físicos (Heavy Assets) e baixo risco de obsolescência (Low Obsolescence) por causa da IA.

Quais são as 14 ações brasileiras do Goldman?

As ações são Petrobras, PRIO, Sabesp, Equatorial, Axia, Suzano, Gerdau, Usiminas, MBRF, Rede D'Or, Multiplan, Cyrela, Cury e Direcional.

Por que o Goldman recomenda essas ações?

O Goldman vê nessas empresas proteção contra juros reais elevados, tensões geopolíticas e a concentração excessiva em IA, com valuations descontados e forte geração de caixa.

Quais são os riscos da estratégia HALO?

Os riscos incluem queda dos preços das commodities, juros mais altos nos EUA, mudanças políticas na região e o retorno do apetite global por ações de IA.

Onde encontrar mais informações?

A fonte original é o Infomoney, que detalha a análise do Goldman Sachs sobre o efeito HALO e as ações brasileiras.

Caetano Vidal
Analista de criptoativos
Analista de criptoativos.
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