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Fleury: CEO diz que difícil é manter rentabilidade; veja estratégia

ResumoFleury, grupo de medicina diagnóstica, enfrenta desafio de manter rentabilidade em cenário de crescimento, conforme declara a CEO Jeane Tsutsui em podcast da XP. A estratégia da empresa concentra-se em eficiência operacional e disciplina de capital, priorizando margens sustentáveis sobre expansão acelerada. A declaração reforça o foco do Fleury em equilíbrio entre escala e lucratividade.

Em podcast da XP, a CEO do Fleury, Jeane Tsutsui, diz que crescer é fácil, mas manter rentabilidade exige disciplina. Grupo foca em eficiência e capital.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 04 de agosto de 2026
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"Crescer bastante é fácil; o difícil é manter rentabilidade", diz CEO do Fleury

O mercado de medicina diagnóstica vive um cenário de incertezas, marcado por envelhecimento populacional, fragmentação, consolidação de grandes grupos e juros acima do esperado. Nesse contexto, o Grupo Fleury (FLRY3) concentra esforços na preservação da rentabilidade, com disciplina financeira e diluição de custos operacionais.

A resposta direta: Segundo a CEO Jeane Tsutsui, crescer bastante é fácil, mas o desafio é crescer mantendo a rentabilidade e uma estrutura de capital adequada. A estratégia do grupo combina expansão orgânica com aquisições estratégicas, priorizando a eficiência e o retorno sobre o capital investido.

A visão da CEO sobre o crescimento e a rentabilidade

Em participação no podcast Expert Talks: Na Mesa com CEOs, produzido pela XP, a executiva detalhou a estratégia. A mediação foi de Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, com participação de Gustavo Tiseo, analista de saúde.

Com quase 26 anos de casa e no comando desde 2021, Jeane afirmou: "Crescer bastante é fácil; o difícil é crescer mantendo a rentabilidade e uma estrutura de capital adequada para o momento que vivemos".

A executiva destacou a evolução dos resultados, os diferenciais para ganho de market share e os planos de investimento da empresa, que completa seu centenário.

Market share e fragmentação do setor

O setor de medicina diagnóstica ainda é pulverizado, com cerca de 22.000 laboratórios no país. Para Jeane, a escala operacional e o alcance de diferentes perfis de consumidores são fatores determinantes para ampliar a fatia de mercado.

"Hoje temos 13% de market share de maneira geral, então certamente o mercado de medicina diagnóstica ainda é fragmentado", disse.

A heterogeneidade na penetração da saúde suplementar mantém espaço para capturar novos clientes, tanto por crescimento orgânico quanto por aquisições estratégicas.

Crescimento expressivo e receita recorde

A estratégia combinou expansão própria com fusões e aquisições. A maior movimentação ocorreu em 2023, com a combinação de negócios com o Grupo Pardini.

"O nosso crescimento foi bastante expressivo. De 2018 para cá, temos um CAGR de aproximadamente 13,8%, combinando crescimento orgânico e inorgânico", afirmou a CEO.

No primeiro trimestre de 2026, a receita dos últimos 12 meses atingiu R$ 9,2 bilhões. "Desde 2021, quando assumi, nós mais do que dobramos a receita."

Duas frentes de atuação: B2C e B2B

A expansão consolidou a operação em duas frentes. O atendimento B2C conta com mais de 570 unidades em 14 estados e responde por 70% da receita.

No modelo B2B de apoio laboratorial, o Lab to Lab, o grupo atende mais de 8.000 laboratórios parceiros em 2.200 municípios, cobrindo cerca de 80% da população brasileira.

Estrutura de capital e endividamento

A manutenção de uma estrutura de capital saudável é ponto central neste momento de custo de capital mais elevado. A alavancagem encerrou o 1T26 em 1,0 vez na relação dívida líquida/Ebitda, ante 1,8 vez em 2022.

Os recursos gerados pela operação priorizam o reinvestimento, com foco em modernização de unidades e tecnologia, além da distribuição de proventos aos acionistas.

Reinvestimento e retorno sobre capital

A taxa de reinvestimento em bens de capital se mantém entre 6% e 6,4% ao ano, direcionada à expansão física, sistemas digitais e áreas técnicas. A parcela do lucro distribuída aos investidores oscila entre 85% e 90%.

O plano de reinvestimento foca na maximização do ROIC. Mesmo com a expansão em marcas de segmentos intermediários, que têm margens menores, a menor exigência de capital de giro preserva o retorno.

"Nós olhamos não só o top line, mas a margem e o retorno sobre o capital investido. No final, somos uma empresa lucrativa: no ano passado tivemos R$ 616 milhões de lucro", explicou Jeane.

O que esperar do Fleury daqui para frente

A combinação de crescimento com rentabilidade é o norte da gestão. O grupo aposta na eficiência operacional e na disciplina financeira para navegar o cenário de juros altos.

Para o investidor, a leitura é clara: a companhia prioriza a saúde do balanço e o retorno sobre o capital, mesmo que isso signifique crescer em ritmo mais moderado em segmentos de margem menor. análise de ações FLRY3

Perguntas Frequentes

Qual é o market share do Fleury?

O Grupo Fleury detém cerca de 13% de market share no setor de medicina diagnóstica, segundo a CEO Jeane Tsutsui.

Quanto o Fleury faturou nos últimos 12 meses?

A receita dos últimos 12 meses encerrada no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 9,2 bilhões, mais que o dobro desde 2021.

Qual é o nível de endividamento do Fleury?

A alavancagem ficou em 1,0 vez na relação dívida líquida/Ebitda no 1T26, ante 1,8 vez em 2022.

O Fleury distribui dividendos?

Sim, a parcela do lucro distribuída aos acionistas historicamente oscila entre 85% e 90%.

Quantas unidades o Fleury tem no Brasil?

O grupo opera mais de 570 unidades em 14 estados, além de atender mais de 8.000 laboratórios parceiros em 2.200 municípios. como investir em ações de saúde

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