7 ações caem mais de 10% e 11 sobem mais de 7%: destaques do Ibovespa em agosto
O Ibovespa fechou agosto com queda de 0,33%, mas 11 ações subiram mais de 7% e 7 caíram mais de 10%. SLC, CSN, MRV e Hapvida lideram os extremos do mês.
O Ibovespa encerrou agosto com variação negativa de 0,33%, mesmo com nove altas nas últimas sessões do mês. O índice brasileiro acompanhou a saída de estrangeiros, que, em dados preliminares, já chega a seu recorde em agosto, com R$ 18,5 bilhões negativos. Apesar do tom negativo do indicador, o mês foi de ganhos para 32 papéis, enquanto 45 ações fecharam no vermelho. Entre os destaques positivos estão SLC Agrícola (SLCE3), CSN (CSNA3), MRV (MRVE3), Cyrela (CYRE3), Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4). Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3) se destaca, mas Lojas Renner (LREN3), Marcopolo (POMO4) e C&A (CEAB3) também ficaram no negativo.
A SLC Agrícola registrou forte desempenho em agosto, impulsionada por resultados trimestrais robustos e novas iniciativas de expansão. A companhia reportou lucro líquido de R$ 245 milhões no segundo trimestre de 2026, avanço de 75% na comparação anual. Além disso, anunciou a compra de 8,9 mil hectares de terras agrícolas no Mato Grosso por R$ 669 milhões, ampliando sua base produtiva em uma das regiões mais importantes do país para a produção agrícola.
A CSN também terminou agosto entre as maiores altas da Bolsa. Após a divulgação do balanço do segundo trimestre, o mercado reagiu positivamente a resultados considerados melhores que o esperado. Analistas destacaram que, apesar das preocupações com o endividamento, o desempenho operacional trouxe sinais mais favoráveis. A leitura de que a CSN poderia se beneficiar mais que sua controlada CSN Mineração, além da notícia de propostas vinculantes por sua subsidiária de cimento, contribuíram para a valorização.
A MRV acumulou forte valorização em agosto, mesmo com prejuízo consolidado de R$ 626,3 milhões no segundo trimestre, 22,7% menor que o registrado um ano antes. A venda de ativos da Resia por US$ 170 milhões permitiu redução de aproximadamente R$ 719 milhões na dívida. O cenário favorável para habitação popular, segundo análise da XP, e a entrevista do CEO ao InfoMoney sobre redução da escassez de mão de obra e impactos da Reforma Tributária também sustentaram a alta.
Na ponta negativa, a Hapvida caiu cerca de 44% em agosto, após reação negativa aos resultados do segundo trimestre. A companhia reportou lucro líquido de R$ 12,5 milhões, retração de 96% na comparação anual, com aumento da sinistralidade. O Goldman Sachs avaliou que os problemas se mostraram mais intensos que o esperado. A incerteza sobre reajustes de contratos que abrangem cerca de 947 mil beneficiários, a redução de estimativas para 2027 e a decisão da gestora Squadra de reduzir participação, mencionando o investimento como o maior erro de sua história, pressionaram o papel. A aprovação de até R$ 250 milhões em recompras de debêntures não neutralizou o impacto.
A Lojas Renner também ficou entre os destaques negativos. A varejista reportou lucro praticamente estável, em R$ 405 milhões, mas reduziu sua projeção de crescimento, aumentando a cautela dos investidores.