6 melhores ações de dividendos para as eleições 2026
A corrida eleitoral passou a ditar o humor da bolsa brasileira na virada para setembro. Conforme as pesquisas apontaram uma disputa presidencial mais equilibrada, o investidor voltou a comprar ativos locais, e o Ibovespa emendou altas até os maiores patamares desde maio. A retomada, porém, não veio para as ações preferidas de dividendos: o Índice de Dividendos (IDIV) terminou agosto com recuo de 1,65%, pior que o do Ibovespa.
Diante desse cenário, as corretoras montaram as carteiras de setembro reforçando a preferência por empresas que geram caixa agora e distribuem proventos de forma previsível. Em vez de correr atrás do rali, as casas buscam teses que não dependem de reprecificação política para entregar retorno. Entre dez corretoras e casas de análise consultadas, seis papéis aparecem em pelo menos cinco das dez carteiras: Petrobras, Allos, Copel, Eletrobras, Itaú e Vale.
A Petrobras lidera o ranking com oito indicações. O BTG Pactual destaca produção acumulada de cerca de 2,77 milhões de barris por dia contra guidance de 2,4 a 2,6 milhões, além de forte capacidade de precificação, já que cerca de 70% da produção abastece as próprias refinarias. O banco estima dividend yield de aproximadamente 9% para 2027. O Santander elevou a recomendação para compra, com preço-alvo de R$ 60,00 para a ordinária e dividend yield projetado de cerca de 10% em 2026. A Terra Investimentos lembra o lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre, alta de 97% na comparação anual, com R$ 17,4 bilhões aprovados em dividendos e JCP. Para a Genial, a Petrobras combina proventos altos com múltiplo que não depende de crescimento.
A Allos, com 55 shoppings no portfólio (45 próprios), soma sete indicações. O BTG Pactual projeta dividend yield próximo de 13%, enquanto o Santander reitera compra com preço-alvo de R$ 38,50 e DY de 13,5% para 2026. A XP elevou o peso do papel de 7,5% para 10%, apoiada no valuation e na visibilidade de retorno ao acionista.
A antiga Eletrobras também soma sete indicações. O BTG Pactual projeta dividend yield médio de 10% entre 2027 e 2029, com alavancagem caindo para 2,1 vezes em 2027. O Santander vê Ebitda de R$ 32,4 bilhões em 2026, alta de 47%, e a Andbank destaca a recompra de R$ 3,7 bilhões que eleva o programa para R$ 7,7 bilhões.
O Itaú, maior banco privado do país, soma seis recomendações. O BTG Pactual mantém o papel como preferido entre os bancos large cap, negociando a 7,6 vezes o lucro estimado para 2027. O Santander o coloca como principal escolha, com preço-alvo de R$ 51,00, lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre e retorno sobre patrimônio de 24%.
A Vale aparece em cinco carteiras. O BTG Pactual estima retorno ao acionista de 8% a 9% ao ano entre dividendos e recompras. O Santander elevou a projeção do minério para US$ 105 por tonelada em 2026, e a Andbank destaca fluxo de caixa livre de US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre.
A Copel fecha o ranking com cinco indicações. O Itaú BBA espera dividend yield de cerca de 8% para o ano corrente. O BTG Pactual credita a evolução aos compromissos da privatização, incluindo a vitória no Leilão de Reserva de Capacidade. O Santander calcula taxa interna de retorno real de 10,4% e vê na nova política de dividendos a base de um fluxo previsível de proventos.