Mercado Valor 🔍
Mercado Valor
Editorias
Institucional
Economia

Zema quer poupança de R$ 1 mil para recém-nascidos com verba anticorrupção

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, quer criar uma poupança de R$ 1.000 para cada criança nascida no Brasil. A proposta, apresentada em entrevista à Record que vai ao ar neste domingo (6) no Domingo Espetacular, teria custo estimado em cerca de R$ 2,5 bilhões por ano para a União. Zema defende a medida como forma de estimular a formação de reserva financeira entre os brasileiros.

Ao ser questionado sobre a origem do dinheiro, Zema relacionou o financiamento ao combate à corrupção. "Um por cento da corrupção que a gente enxugar, já dá pra fazer isso aí", afirmou. No trecho divulgado pela emissora, o candidato não detalhou uma fonte específica de recursos nem como o aporte seria estruturado no orçamento.

Zema argumentou que a maior parte da população não tem o hábito de poupar. "A maioria dos brasileiros não tem nenhum tipo de poupança, às vezes é o contrário, infelizmente, são dívidas", disse. A ideia, segundo ele, é que o valor permaneça aplicado ao longo dos anos em investimentos ligados a ações de empresas, permitindo ao beneficiário acompanhar a evolução do recurso, o que funcionaria como um "aprendizado financeiro na prática".

A proposta, no entanto, levanta dúvidas sobre viabilidade. Especialistas em contas públicas costumam apontar que a vinculação de despesas a receitas variáveis, como o combate à corrupção, pode gerar incerteza no planejamento orçamentário. Além disso, o custo anual de R$ 2,5 bilhões exige fonte estável de recursos, algo que a fala do candidato não especifica.

Para as famílias, a medida, se implementada, representaria um aporte inicial de R$ 1.000 por filho, com potencial de crescimento ao longo do tempo. Mas, sem detalhes sobre o mecanismo de aplicação e o prazo de resgate, o impacto prático ainda é incerto. educação financeira para crianças como funciona uma poupança programada

Enquanto o debate sobre a proposta não avança, o eleitor deve observar se os próximos pronunciamentos de Zema trarão mais clareza sobre a origem dos recursos e a operacionalização do benefício. Até lá, a ideia segue como uma promessa de campanha, sem garantias de execução.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
Ver todos os artigos →