Economia

Zema escolhe Eduardo Girão para vice e fecha chapa do Novo

ResumoRomeu Zema, governador de Minas Gerais, confirmou o senador Eduardo Girão como candidato a vice-presidente em sua chapa pelo Partido Novo. A decisão encerra a indefinição sobre o posto e amplia a presença da campanha no Nordeste. Girão, senador pelo Ceará, agrega experiência parlamentar e base eleitoral regional à candidatura presidencial.

O Partido Novo confirmou o senador Eduardo Girão como candidato a vice na chapa de Romeu Zema à Presidência. Decisão encerra indefinição e amplia presença no Nordeste.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 04 de agosto de 2026
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Zema escolhe Eduardo Girão para vice e fecha chapa do Novo na corrida ao Planalto

O Partido Novo confirmou nesta terça-feira (4) o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice na chapa presidencial liderada pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. A informação foi divulgada pela CNN Brasil. A decisão encerra uma das principais indefinições da disputa ao Planalto.

A definição ocorre uma semana após a convenção nacional da legenda, que oficializou Zema como candidato à Presidência, mas deixou em aberto a escolha do companheiro de chapa. Nos bastidores, o partido buscava um nome que reforçasse a presença nacional da campanha sem recorrer a alianças com outras siglas.

Com a decisão, Zema evita disputar a eleição com uma chapa "puro-sangue" formada apenas por dirigentes do Novo. A escolha também encerra uma fase de negociações que incluiu conversas com nomes de fora do partido.

Quem é Eduardo Girão, o novo vice na chapa de Zema

Girão exerce o primeiro mandato no Senado desde 2019. Sua atuação parlamentar é marcada por pautas conservadoras, fiscalização do governo federal e defesa de investigações parlamentares. A indicação também amplia a presença da chapa no Nordeste, região onde Zema busca aumentar competitividade.

O senador ganhou destaque recentemente por ter sido um dos personagens do conflito entre Michelle Bolsonaro e a direção do PL. A crise teve início quando lideranças do partido, com participação do deputado André Fernandes (PL-CE) e aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, passaram a negociar uma aliança com Ciro Gomes no Ceará.

Na ocasião, Michelle criticou publicamente a aproximação e classificou como um erro apoiar um político que, segundo ela, sempre fez críticas ao ex-presidente. Durante o lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo cearense, a ex-primeira-dama saiu em defesa do senador e afirmou que Jair Bolsonaro seguia sendo "o maior líder da direita".

O episódio aprofundou o desgaste entre Michelle e os filhos do ex-presidente, especialmente Flávio Bolsonaro, em uma das principais crises internas enfrentadas pelo grupo político durante a pré-campanha.

Os nomes cogitados antes da definição

Antes da confirmação de Girão, o Partido Novo avaliou outros nomes para a vice. Chegaram a ser cogitados o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o empresário Geraldo Rufino e o escritor Augusto Cury. Nenhuma das articulações avançou.

A escolha de um senador em exercício, com base eleitoral no Ceará, representa um movimento distinto das opções anteriores. Enquanto Barbosa trazia peso institucional e Rufino e Cury agregavam perfis de mercado e intelectual, Girão oferece capilaridade política no Nordeste.

O que muda na corrida presidencial

A chapa do Novo agora está completa para a disputa ao Planalto. A decisão de Zema evita uma composição restrita ao partido e sinaliza a intenção de ampliar o diálogo com setores conservadores e do Nordeste.

Em sabatina, o candidato do PL elogiou o ex-presidente da Caixa e manteve negociações por alianças até o último momento. Zema, por sua vez, argumentou que a chegada de um presidente com credibilidade provocaria uma queda nas expectativas para a taxa básica de juros.

A presença de Girão na chapa pode ser lida como uma tentativa de fortalecer a campanha em uma região historicamente desafiadora para candidatos do Sul e Sudeste. O senador cearense já demonstrou capacidade de mobilização em pautas de fiscalização e investigação, temas que ressoam com o eleitorado conservador.

Bastidores da negociação no Partido Novo

A definição do vice era tratada como prioridade pela cúpula do Novo. A convenção nacional oficializou Zema, mas deixou a escolha do companheiro de chapa para um segundo momento. A legenda evitou alianças formais com outras siglas, o que restringiu o leque de opções.

A opção por Girão atende a dois critérios: presença nacional e perfil alinhado às pautas do partido. O senador também agrega experiência parlamentar, algo que a chapa considerava relevante para o período de campanha.

Repercussão e próximos passos

Com a chapa definida, o Novo volta suas atenções para a estruturação da campanha e o registro da candidatura. A legenda enfrenta o desafio de converter apoio político em votos em um cenário eleitoral competitivo.

A escolha de Girão também reposiciona o partido no tabuleiro político. Ao trazer um nome com trânsito no conservadorismo e no Nordeste, Zema busca construir uma candidatura mais robusta, sem depender de alianças tradicionais.

Para o eleitor, a mensagem é clara: o Novo entra na disputa com uma chapa completa e com um vice que conhece o funcionamento do Congresso. Resta saber como essa combinação será recebida nas urnas.

Perguntas Frequentes

Quando foi anunciada a escolha de Eduardo Girão como vice?

A confirmação ocorreu nesta terça-feira (4), uma semana após a convenção nacional do Partido Novo que oficializou Zema como candidato à Presidência.

Quem eram os outros nomes cogitados para a vice?

Foram avaliados o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, o empresário Geraldo Rufino e o escritor Augusto Cury. Nenhuma das articulações avançou.

Qual o impacto da escolha para a campanha de Zema?

A indicação de Girão amplia a presença da chapa no Nordeste e evita uma composição "puro-sangue" restrita ao Novo, fortalecendo a estratégia nacional da campanha.

Qual o perfil político de Eduardo Girão?

Girão exerce o primeiro mandato no Senado desde 2019, com atuação em pautas conservadoras, fiscalização do governo federal e defesa de investigações parlamentares.

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