Zema critica Dino, chama Moraes de 'bandido' e confia em Cármen
Romeu Zema (Novo) criticou Flávio Dino, chamou Alexandre de Moraes de 'bandido' e afirmou confiar no voto de Cármen Lúcia. O candidato à Presidência promove ato na avenida Paulista nesta segunda-feira, 7.
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) usou a manhã desta segunda-feira, 7, para intensificar os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em ato na avenida Paulista, ele criticou o ministro Flávio Dino, chamou Alexandre de Moraes de "bandido" e disse confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, tido como decisivo no desenrolar da crise no Tribunal.
A reação de Zema ocorre um dia após Dino criticar quem "promete" encerrar inquéritos por motivo de "tramitação longa", em referência indireta ao presidente da Corte, Edson Fachin, que se manifestou na sexta-feira, 4, a favor do fim do inquérito das fake news. Para o presidenciável, Dino "faz parte da turminha que quer que tudo continua como está". "É a mesma turminha que nós já conhecemos e estamos vendo do que são capazes de fazer", disse.
Sobre Cármen Lúcia, Zema afirmou esperar "que a consciência dela fale mais alto do que o espírito corporativista". "Tenho certeza que ela não vai caminhar nesse sentido. Sei que é uma pessoa do bem." O voto da ministra é visto como o fiel da balança no julgamento sobre o prosseguimento das apurações contra Moraes, alvo de um pedido de investigação de André Mendonça, que é, por sua vez, alvo de um pedido de inquérito protocolado por Moraes.
O candidato voltou a dizer que Moraes deveria estar preso. "O lugar dele é esse", afirmou, criticando o ministro por fazer negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro "exercendo um cargo pelo qual já é muito bem remunerado".
A caminhada na avenida Paulista reúne apoiadores do ex-governador de Minas Gerais, que se concentram em frente ao Masp. A campanha estendeu uma faixa no prédio Anchieta, no cruzamento da avenida com a rua da Consolação, em referência aos "Intocáveis", série transmitida nas redes sociais de Zema com críticas a ministros do Supremo.
O ato desta segunda-feira marca mais um capítulo da ofensiva do candidato contra o STF, em um momento em que a Corte analisa pedidos de investigação cruzados entre ministros. A declaração sobre Cármen Lúcia, no entanto, sugere uma aposta na presidente da Corte como contraponto ao que Zema classifica como corporativismo no Tribunal. Resta saber se o voto dela, considerado decisivo, atenderá à expectativa do presidenciável.