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Xi Jinping defende laços econômicos maiores entre Brics

O presidente da China, Xi Jinping, divulgou neste domingo (13) uma série de iniciativas que vão de inteligência artificial a comércio, com o objetivo de aprofundar a cooperação entre as economias emergentes do Grande Brics. A declaração ocorreu na cúpula anual de líderes do bloco, em Nova Délhi, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Xi defendeu que o sucesso da Iniciativa do Grande Brics depende da construção de uma base sólida para a cooperação pragmática. Entre as propostas, está uma Zona de Código Aberto de IA do Brics, liderada pela China, para promover cooperação em grandes modelos de linguagem, treinamento em inteligência artificial e um ecossistema aberto de IA. O presidente chinês também propôs uma parceria para criar uma Zona Econômica Especial do Brics e afirmou que a China sediará um Fórum de Comércio de Serviços do Brics no próximo ano.

A cúpula ocorre em um momento de expansão do grupo. O Brics incorporou Irã, Indonésia, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, além dos membros originais Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que há duas décadas buscavam transformar uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos. Outros 10 países parceiros, de Ásia, África, América Latina e Oriente Médio, ampliam o alcance do bloco pelo Sul Global. China e Rússia às vezes se referem a esse grupo maior como Grande Brics.

A Índia assumirá a presidência do bloco em 2026, e a China, em 2027. Ambos buscam uma parceria mais ampla para ampliar sua influência global. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou em declarações anteriores que os benefícios das soluções desenvolvidas no âmbito do Brics não devem se limitar ao bloco, mas ser adaptáveis e acessíveis ao Sul Global. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chamou o Brics de uma força motriz para a criação de uma ordem mundial nova, mais justa e multipolar, e instou os membros a combinar as vantagens competitivas de suas economias.

A cúpula também registrou um avanço diplomático no sábado, quando houve consenso sobre uma declaração conjunta apoiada por Irã e Emirados Árabes Unidos. O texto expressou profunda preocupação com a escalada da tensão no Oriente Médio e pediu máxima moderação. O encontro ocorre em meio à retomada dos combates na região do Golfo Pérsico, com ataques recíprocos entre Estados Unidos e Irã, além de ações dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita.

À margem do evento, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, se reuniu com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi. Foi o encontro de mais alto nível entre autoridades dos dois países desde o início do conflito. Eles discutiram desde a redução da tensão e a estabilidade até esforços para promover a paz e o desenvolvimento regionais.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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