Wall Street abre sem direção com novo tarifaço de Trump e tech no radar
Os índices de Wall Street abriram mistos nesta sexta (24) com o novo tarifaço de Trump, volatilidade das techs e ataques ao Irã. A Intel subiu 6% no pré-mercado, mas recua mais de 2% no regular. O petróleo cai, mas tarifas e conflito pressionam a inflação. Entenda o que isso sign
Wall Street abre sem direção com novo tarifaço de Trump e tech no radar
Os índices de Wall Street abriram o pregão desta sexta-feira (24) sem direção definida, com o mercado digerindo o novo tarifaço do presidente Donald Trump, a volatilidade do setor de tecnologia e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Para o consumidor, o cenário acende alertas: tarifas elevam custos de importados, e a tensão geopolítica mexe com o preço dos combustíveis.
Wall Street abre sem direção com novo tarifaço de Trump e tech no radar. O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq abriram mistos. A Intel, que subiu 6% no pré-mercado com perspectivas otimistas de receita, inverteu o sinal e recua mais de 2% no pregão regular. O petróleo opera em queda, mas o mercado monitora de perto os riscos de escalada.
Como o tarifaço de Trump afeta o bolso do consumidor
Na noite de quinta-feira (23), entrou em vigor o novo pacote de tarifas do presidente Donald Trump. As novas tarifas, implementadas a partir da Seção 301, impõem taxas de 10% a 12,5% aos principais parceiros comerciais dos EUA. O governo espera que essas medidas resistam melhor ao escrutínio legal. A Casa Branca isentou alguns produtos energéticos dessas tarifas, visto que os mercados enfrentam preços mais altos do petróleo, que ameaçam comprometer o progresso no combate à inflação e se alastrar por toda a economia.
Para o consumidor brasileiro, o impacto pode vir de duas formas: primeiro, com a alta de produtos importados dos EUA, como eletrônicos e insumos industriais. Segundo, com a pressão inflacionária global, que pode encarecer alimentos, combustíveis e remédios. O tarifaço de Trump é um lembrete de que decisões geopolíticas nos EUA ecoam no bolso de quem compra aqui.
Intel: otimismo com IA, mas mercado cauteloso
A Intel previu uma receita no terceiro trimestre acima das expectativas de Wall Street e elevou a estimativa de gastos de capital para este ano de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões. A melhora nas perspectivas da Intel reflete a crescente adoção de suas unidades de processamento central para data centers por clientes que estão construindo infraestrutura para inteligência artificial.
O presidente-executivo Lip-Bu Tan trabalha para posicionar a empresa como uma beneficiária mais ampla da demanda por chips impulsionada pela IA, apesar da liderança da Nvidia no segmento de chips aceleradores. Apesar dos dados positivos, o mercado segue cauteloso quanto aos gastos com a inteligência artificial. A ação da Intel, que subiu 6% no pré-mercado, recua mais de 2% no pregão regular. Isso mostra que o otimismo com IA ainda não se traduziu em confiança plena dos investidores.
Conflito no Oriente Médio: petróleo cai, mas risco persiste
Nesta sexta-feira, mísseis dos EUA atingiram alvo em todo o Irã, após o presidente Donald Trump ter prometido uma "punição militar severa" a Teerã e aos seus aliados houthis no Iêmen por estenderem o conflito para o Mar Vermelho. As Forças Armadas do Irã responderam atacando bases norte-americanas em países árabes vizinhos e alertando a população local de que poderiam atingir edifícios não militares utilizados por pessoal norte-americano. O Exército iraniano afirmou que as ameaças de Trump apenas reforçaram sua determinação.
Os houthis anunciaram no começo da semana um bloqueio naval à Arábia Saudita na região do Mar Vermelho. Ontem (23), os aliados do Irã atacaram dois petroleiros sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb.
Apesar disso, os preços do petróleo operam no terreno negativo. Por volta de 10h46 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro recuavam 2,84%, a US$ 97,83 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham queda de 2,17%, a US$ 90,19 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
O que esperar do mercado e do bolso
O cenário atual combina três fatores de pressão: tarifas comerciais, conflito geopolítico e cautela com tech. O tarifaço de Trump, mesmo com isenção parcial para energia, tende a encarecer produtos importados. O conflito no Oriente Médio, embora não tenha elevado o petróleo hoje, mantém o risco de alta nos preços dos combustíveis. E a volatilidade das ações de tecnologia, como a Intel, sinaliza que o mercado ainda não precificou totalmente os gastos com IA.
Para quem investe, o recado é de cautela. Para quem consome, a dica é ficar de olho nos preços de energia e importados, que podem subir nas próximas semanas. O ciclo sempre vira, mas o momento exige paciência.
Perguntas Frequentes
O tarifaço de Trump afeta o Brasil?
Sim. As tarifas de 10% a 12,5% sobre parceiros comerciais dos EUA podem encarecer produtos importados e pressionar a inflação global, afetando o bolso do consumidor brasileiro.
Por que a Intel caiu se teve dados positivos?
Apesar da previsão de receita acima do esperado e do aumento de gastos de capital, o mercado segue cauteloso quanto aos gastos com inteligência artificial, fazendo a ação recuar mais de 2% no pregão regular.
O petróleo caiu, mas o conflito no Oriente Médio não deveria fazer subir?
O petróleo caiu no curto prazo, mas o risco de escalada do conflito entre EUA e Irã, com ataques a petroleiros e bloqueio naval, mantém a pressão de alta nos preços.
O que significa "Wall Street abre sem direção"?
Significa que os índices abriram mistos, sem tendência clara de alta ou queda, refletindo a incerteza do mercado com tarifas, conflito e tech.
Como o consumidor pode se proteger?
Ficar atento aos preços de combustíveis e importados, evitar endividamento em moeda estrangeira e diversificar investimentos são medidas recomendadas em cenários de volatilidade.