Economia

De um não da Marinha a US$ 1 milhão por dia: a história de Spano

ResumoJonathan Spano foi impedido de se tornar piloto da Marinha dos EUA por problemas de visão. Spano fundou uma empresa de controle de tráfego que atualmente fatura mais de US$ 1 milhão por dia e participou da produção de Top Gun: Maverick.

Jonathan Spano não pôde ser piloto da Marinha dos EUA por causa da visão. Criou uma empresa de controle de tráfego que hoje fatura mais de US$ 1 milhão por dia e o levou aos céus de Top Gun: Maverick.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 10 de setembro de 2026
De um não da Marinha a US$ 1 milhão por dia: a história de Spano

Quando criança, Jonathan Spano queria ser piloto militar. O sonho acabou cedo: a Marinha dos Estados Unidos exigia visão quase perfeita, e ele usava óculos. Décadas depois, Spano é CEO de uma empresa que, segundo ele, gera mais de US$ 1 milhão por dia em receita, e pilota algumas das cenas aéreas mais elogiadas de Top Gun: Maverick.

A virada começou em 1995, quando ele e o irmão criaram a Traffic Management Inc., que oferecia aluguel de equipamentos, sinalização de trânsito, barreiras, placas e atendimento emergencial 24 horas em um único pacote. O plano, diz, nunca foi construir uma companhia nacional. "Era apenas uma forma de ganhar dinheiro. Mas o negócio foi crescendo", relembrou à Fortune.

Trinta anos depois, a empresa opera em mais de 50 localidades nos Estados Unidos e, segundo Spano, tornou-se a maior empresa privada de controle de tráfego do país. Foi essa empresa que financiou o sonho de infância. Duas décadas após a fundação, o diretor financeiro sugeriu comprar um pequeno avião. Spano comprou um Cessna, aprendeu a voar e passou a visitar escritórios pela Califórnia. "Dois escritórios viraram três, depois dez, depois vinte. A aviação certamente fez parte dessa história de sucesso."

A paixão pelo cinema veio em seguida. Ele comprou um helicóptero por cerca de US$ 2 milhões e fez parceria com Fred North, coordenador de cenas aéreas de Hollywood. Foi North quem apresentou a oportunidade: adaptar o jato de Spano para carregar as mesmas câmeras usadas nos helicópteros para o novo Top Gun. Spano passou 18 meses e gastou milhões modificando seu Embraer Phenom 300. O trabalho rendeu à equipe um prêmio do Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG) na categoria de dublês. A Paramount já aprovou um terceiro filme, com produção prevista para 2027, e Spano afirma que já conversa com o diretor.

A aeronave adaptada também foi usada em produções para NetJets, Flexjet, Gulfstream, Embraer e Delta, além de projetos da Força Aérea dos EUA e da série America the Beautiful, da National Geographic, indicada ao Emmy. Para Spano, a história mostra que sonhos exigem esforço extraordinário. "Seja ousado, assuma riscos, mas também esteja disposto a trabalhar duro."

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