Economia

TSE rejeita ação para derrubar vídeo de Bolsonaro por IA

ResumoO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, em 1º de outubro de 2024, ação do Partido dos Trabalhadores (PT) contra vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial. A maioria dos ministros entendeu não haver propaganda irregular, mas a corte definiu critérios para identificar deep fake em contexto eleitoral, estabelecendo parâmetros para uso de IA nas campanhas.

O TSE rejeitou nesta terça-feira (1º) ação do PT contra vídeo de Bolsonaro por IA. Por maioria, ministros entenderam que não houve propaganda irregular, mas definiram o que é deep fake nas eleições.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 02 de setembro de 2026
TSE rejeita ação para derrubar vídeo de Bolsonaro por IA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta terça-feira (1º) uma ação do PT contra a divulgação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial (IA). A decisão saiu após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usar a simulação de um pronunciamento do pai, que está em prisão domiciliar, no lançamento da sua candidatura em agosto.

Por maioria, os ministros entenderam que o caso não configura propaganda eleitoral irregular porque o material foi exibido durante a convenção partidária de Flávio. O vídeo, portanto, segue no ar.

Apesar da liberação, o julgamento serviu para o TSE fixar o conceito de deep fake, tipo de conteúdo artificial proibido nas campanhas. Ficou definido que deep fake é a produção por IA com grau de realidade capaz de alterar imagem e voz de pessoa viva, falecida ou fictícia. O entendimento deverá ser aplicado a processos semelhantes que tramitam na Justiça Eleitoral.

A decisão chega em ano eleitoral. Em março, o TSE aprovou regras sobre o uso de IA nas eleições gerais de outubro. As normas valem para candidatos e partidos e proíbem que provedores de IA permitam, mesmo quando solicitado, sugestões de candidatos para votar, com o objetivo de evitar interferência de algoritmos na escolha dos eleitores.

A Corte também endureceu o combate à misoginia digital: estão proibidas postagens com montagens de candidatas em fotos e vídeos com nudez e pornografia. Além disso, provedores de internet poderão ser responsabilizados se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e presidente. O segundo turno, em 25 de outubro, pode ocorrer para governador e presidente se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.

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