Trump cita Irã e promete combater terrorismo em cerimônia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta sexta-feira (11) que irá proteger o país para as gerações futuras e afirmou que Washington continuará lutando contra as ameaças do terrorismo. As declarações foram feitas durante a cerimônia do aniversário dos ataques de 11 de setembro.
Trump discursou no Pentágono, e não no ground zero, em Nova York, no 25º aniversário dos ataques. Ele e a primeira-dama, Melania Trump, ouviram os nomes das 184 pessoas mortas no Pentágono naquele dia, lidos em voz alta no início da cerimônia.
O que Trump disse na cerimônia
O republicano agradeceu aos americanos que lutaram na "Guerra ao Terror" e reforçou o compromisso com a memória das vítimas. "Nunca, jamais vamos esquecer. É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. Só pode haver vitória. Lutamos com determinação. Lutamos para vencer", disse Trump.
"Sempre nos lembraremos das vítimas e das famílias do 11 de setembro", acrescentou o presidente.
Sobre o regime iraniano, Trump foi direto: "O patrocinador número 1 do terrorismo nunca terá uma arma nuclear".
Contexto histórico e o que observar
A fala ocorre em um momento de atenção renovada ao programa nuclear iraniano, tema que voltou ao centro do debate de política externa nos últimos anos. Para quem acompanha mercados, a retomada de retórica mais dura contra o Irã costuma ter efeito imediato sobre o preço do petróleo Brent e sobre a curva de juros americana, dois termômetros clássicos de risco geopolítico.
A escolha de discursar no Pentágono, em vez de Nova York, também carrega leitura simbólica. O Pentágono foi um dos três alvos dos ataques de 2001, ao lado das Torres Gêmeas e do voo que caiu na Pensilvânia. A cerimônia no local reforça o vínculo entre a data e a estrutura de defesa americana.
O ciclo sempre vira, e datas como esta costumam reacender discussões sobre orçamento de defesa, alianças internacionais e prêmio de risco embutido nos ativos. Nenhuma decisão concreta de política econômica foi anunciada no discurso.