Trump descarta ataque russo à Otan e minimiza viagem de diretor da CIA
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não atacará nenhum país da Otan e minimizou notícias da imprensa de que o diretor da CIA, John Ratcliffe, teria feito alertas a autoridades russas sobre isso no início da semana. "Ele não vai atacar um território da Otan", disse Trump a repórteres no Salão Oval.
No início do dia, Trump disse à Axios, em entrevista por telefone, que não haveria tal ataque e que Ratcliffe não havia sido enviado a Moscou para transmitir nenhuma mensagem específica. "Ratcliffe se encontra com seu homólogo russo uma vez a cada seis meses ou uma vez por ano. Eles têm um ótimo relacionamento. Não houve nenhuma mensagem e não houve nada de incomum", afirmou Trump ao veículo de notícias.
Autoridades de inteligência europeias e norte-americanas vêm monitorando há muito tempo as sabotagens russas e os ataques na "zona cinza" da Europa. Esses ataques geralmente visam enfraquecer a unidade da Otan e a disposição de seus Estados-membros em apoiar a Ucrânia contra a agressão russa.
A declaração de Trump ocorre em meio a um cenário de tensão geopolítica, mas o presidente dos EUA busca reduzir o tom sobre a ameaça russa à aliança militar. A viagem de Ratcliffe, segundo o governo, não teve caráter extraordinário, contrariando relatos da imprensa.
O contexto de monitoramento de sabotagens na Europa segue como pano de fundo, mas a posição oficial de Washington é de que não há risco iminente de ataque russo a território da Otan.