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Trigo cai novamente em Chicago com negociações sobre a Ucrânia

Os futuros do trigo em Chicago caíram nesta sexta-feira (4), dando continuidade a uma retração em relação à máxima de três anos e meio registrada no início da semana. O contrato mais negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou com queda de 20,25 centavos, a US$7,34 por bushel, com operadores atentos para ver se os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia amenizariam as interrupções nos embarques de grãos do Mar Negro.

Na quinta-feira, o índice de referência já havia recuado após comentários do presidente russo, Vladimir Putin, de que um acordo de paz para encerrar a guerra ainda era possível. As declarações provocaram realizações de lucros após a alta de US$7,95 registrada na quarta-feira. "Qualquer menção a negociações de paz vai pressionar o mercado", disse Ed Duggan, corretor da Top Third Ag Marketing. "O trigo está (na região do Mar Negro), mas simplesmente não consegue sair, esse é o problema."

O Kremlin afirmou nesta sexta-feira que a possibilidade de um acordo de paz ainda existia, mas se recusou a confirmar relatos de que enviados dos Estados Unidos visitariam a Rússia e a Ucrânia no fim de semana. A agência TASS e o veículo Axios informaram que Steve Witkoff e Jared Kushner visitariam Moscou e Kiev nos próximos dois dias, mas os planos ainda não foram finalizados devido a preocupações de segurança dos EUA, segundo uma fonte a par da situação.

Os ataques recíprocos da Rússia e da Ucrânia aos portos e à navegação praticamente paralisaram as exportações dos países pelo Mar Negro. A restrição levou importadores asiáticos a comprar pelo menos meio milhão de toneladas de trigo australiano e argentino em negócios recentes, segundo fontes do setor.

Enquanto isso, a soja na CBOT fechou com queda de 6,5 centavos, a US$13,0974 o bushel, e o milho caiu 4 centavos, a US$5,3675 por bushel. A soja tem sido sustentada pelas compras chinesas e por preocupações com o clima quente e seco nos EUA. O USDA informou na quinta-feira que exportadores venderam 192.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para 2026/27.

Caetano Vidal
Analista de criptoativos
Analista de criptoativos.
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