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Taxas dos DIs sobem com realização de lucros e petróleo acima de US$100

As taxas dos DIs fecharam a quarta-feira com ganhos firmes, interrompendo uma sequência de cinco sessões em baixa. O movimento foi puxado pela realização de lucros de parte dos investidores, pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e pela alta do petróleo Brent, que superou os US$ 100 o barril. No fim da tarde, o DI para janeiro de 2028 estava em 13,63%, alta de 11 pontos-base ante o ajuste de 13,522% da sessão anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,22%, com elevação de 20 pontos-base ante 14,02%.

O que mudou em relação às sessões anteriores? O avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais, ainda em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), havia reduzido prêmios na curva. A percepção de parte do mercado era de que uma saída de Lula da Presidência favoreceria o ajuste fiscal. Nesta quarta, porém, uma parcela dos investidores aproveitou para embolsar lucros, comprando taxas e fechando posições.

A realização de lucros ocorreu em dia de reviravolta no STF. Pela manhã, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal, após o ministro André Mendonça ter ordenado na véspera o afastamento. Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF, também foi reintegrado. O caso envolve o inquérito do Banco Master e uma disputa entre Mendonça e Alexandre de Moraes, um dos principais alvos de Flávio na disputa eleitoral.

O viés de alta se intensificou no fim da manhã, em sintonia com os Treasuries e o petróleo Brent. O Brent para novembro, negociado na ICE, fechou em alta de 3,36% (US$ 3,29), a US$ 101,21. O Irã informou ter atacado dez navios no Estreito de Ormuz, após os EUA afundarem cinco petroleiros iranianos. O presidente dos EUA, Donald Trump, opinou que a guerra com o Irã terminará após as eleições de novembro. A alta do petróleo renovou preocupações com a inflação.

Apesar do movimento, os investidores seguem posicionados para um corte de 25 pontos-base da Selic, hoje em 14%, neste mês. O Treasury de dez anos subia 3 pontos-base, a 4,833%.

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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