Taxas dos DIs fecham em baixa com pesquisa eleitoral
As taxas dos DIs fecharam a quarta-feira com baixas firmes em toda a curva, após pesquisa eleitoral indicar redução da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto. Dados fracos da indústria reforçaram o movimento, alimentando expectativa de novos cortes da Selic.
A taxa do DI para janeiro de 2028 caiu a 13,675%, ante 13,751% do ajuste anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 recuou a 14,385%, de 14,511%.
A pesquisa Quaest, divulgada de manhã, mostrou Lula com 42% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% de Flávio Bolsonaro, empate técnico com margem de 2 pontos. A distância caiu de 3 para 1 ponto percentual. No primeiro turno, Lula tem 37%, Flávio 29% e Augusto Cury 10%.
Após a pesquisa, os DIs renovaram mínimas, o dólar caiu e o Ibovespa subiu. O mercado vê Lula com desconfiança, temendo impacto nas contas públicas. Notícias favoráveis a Flávio tendem a beneficiar ativos.
Antes da pesquisa, o IBGE mostrou produção industrial com alta de 0,2% em julho ante junho e queda de 0,5% na base anual, abaixo das projeções. O dado soma-se ao PIB fraco do 2º trimestre, reforçando desaceleração e expectativa de corte de 25 pontos-base da Selic em setembro, com cerca de 100% de chance precificada. Para novembro, o mercado via 60% de chance de novo corte.
"Eu não troquei meu call para novembro, continuo esperando estabilidade", disse Lais Costa, da Empiricus Research, ponderando que o cenário eleitoral pode mudar essa leitura.
No exterior, o petróleo Brent subiu após ataque dos EUA ao Irã, enquanto o Treasury de dez anos mostrava estabilidade, a 4,792%.