Taxas curtas caem e longas estáveis com Treasuries acomodados
As taxas dos DIs de curto prazo fecharam a quinta-feira com baixas, enquanto as de longo prazo encerraram próximas da estabilidade, em sessão de calmaria para a renda fixa brasileira e variações modestas nos Treasuries. O DI para janeiro de 2028 caiu a 13,76%, com queda de 7 pontos-base, enquanto o de janeiro de 2035 ficou em 14,45%, quase estável.
A sessão foi marcada por dados econômicos no Brasil e nos EUA, mas nenhum influenciou de forma decisiva a curva. O IBGE informou que a taxa de desemprego atingiu 5,3% nos três meses até julho, menor resultado para o período desde 2012. O Tesouro reportou superávit primário de R$ 10,783 bilhões em julho, próximo da projeção de R$ 10,679 bilhões. O resultado positivo reflete efeito de calendário: pagamentos de precatórios foram antecipados para março, contra desembolsos em julho no ano passado.
Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego caíram 4.000, para 203.000, abaixo da previsão de 208.000. Agentes monitoraram o início de Jackson Hole, onde o chair do Fed, Kevin Warsh, deve discursar na sexta-feira.
Com Treasuries acomodados, as taxas variaram pouco. Profissional ouvido pela Reuters apontou que parte do mercado espera corte de 25 pontos-base na Selic em setembro, hoje em 14,00%. O Tesouro vendeu 23 milhões de LTNs e 8 milhões de NTN-Fs, acima da semana anterior. Às 16h34, o Treasury de dez anos subia 1 ponto-base, a 4,676%.