Economia

São Paulo concentra maior impacto econômico do Airbnb no Brasil, com R$ 34 bi

ResumoSão Paulo lidera o impacto econômico do Airbnb no Brasil, gerando R$ 34 bilhões em 2024. O montante, divulgado pela plataforma, destaca a força do turismo e da economia compartilhada no estado. O resultado também acende debates sobre regulação do setor e efeitos no mercado imobiliário local.

São Paulo concentra o maior impacto econômico do Airbnb no Brasil, com R$ 34 bilhões gerados em 2024. O número, divulgado pela própria plataforma, reflete a força do turismo e da economia compartilhada no estado, mas também levanta questões sobre regulação e mercado imobiliário.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 07 de julho de 2026
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São Paulo concentra maior impacto econômico do Airbnb no Brasil, com R$ 34 bi

São Paulo concentra o maior impacto econômico do Airbnb no Brasil, com R$ 34 bilhões gerados em 2024, segundo relatório da plataforma. O valor inclui gastos de hóspedes, renda de anfitriões e movimentação em setores como alimentação e transporte. O estado responde por cerca de 30% do total nacional, que ultrapassou R$ 100 bilhões.

O que dizem os números oficiais

Dados divulgados pelo Airbnb em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o impacto econômico total da plataforma no Brasil atingiu R$ 102,4 bilhões em 2024. Desse total, São Paulo responde por R$ 34,1 bilhões, valor que supera o de qualquer outro estado. O Rio de Janeiro, segundo colocado, registrou R$ 18,7 bilhões.

A metodologia do estudo considera gastos diretos de hóspedes (hospedagem, alimentação, transporte local) e indiretos (serviços contratados por anfitriões, como limpeza e manutenção). Para cada real gasto diretamente, outros R$ 0,68 são gerados indiretamente, segundo a FGV.

Por que São Paulo lidera

A concentração do impacto em São Paulo não surpreende analistas. O estado reúne o maior parque hoteleiro do país, o aeroporto mais movimentado (Guarulhos) e uma economia diversificada que atrai tanto turistas de negócios quanto de lazer. Em 2024, a capital paulista recebeu 16,2 milhões de visitantes, dos quais 1,8 milhão usaram o Airbnb.

impacto do Airbnb no turismo brasileiro

O perfil do hóspede na cidade é majoritariamente de negócios (45%), seguido por lazer (35%) e eventos (20%). A diária média em imóveis paulistas via Airbnb foi de R$ 320 em 2024, ante R$ 280 da média nacional.

Efeitos na economia local

Os R$ 34 bilhões de impacto se distribuem por setores: 38% em hospedagem, 27% em alimentação, 15% em transporte, 10% em compras e 10% em outros serviços, conforme o relatório. Anfitriões paulistas tiveram renda média anual de R$ 48 mil, valor 22% acima da média nacional.

Dados da Secretaria de Turismo de São Paulo indicam que o Airbnb responde por 12% das pernoites no estado, atrás apenas de hotéis (68%) e pousadas (15%). O crescimento foi de 8% em relação a 2023.

Controvérsias e regulação

O avanço do Airbnb em São Paulo não é isento de críticas. Associações de hotéis, como a ABIH-SP, apontam que a plataforma opera sem a mesma tributação e regulação que os meios de hospedagem tradicionais. Em 2024, a Prefeitura de São Paulo discutiu um projeto de lei que exige cadastro de imóveis para aluguel por temporada, mas a proposta não avançou.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) mostrou que, em bairros como Pinheiros e Vila Madalena, os aluguéis residenciais subiram 15% acima da média da cidade nos últimos dois anos, com correlação com a concentração de imóveis no Airbnb.

Impacto nacional e comparações

O Brasil é o terceiro maior mercado do Airbnb nas Américas, atrás de Estados Unidos e México. O impacto nacional de R$ 102,4 bilhões equivale a 0,9% do PIB brasileiro. Os estados com maior impacto relativo são São Paulo (33%), Rio de Janeiro (18%), Minas Gerais (9%) e Bahia (7%).

airbnb vs hotéis: qual escolher em 2026

Em número de anfitriões, o Brasil tem 350 mil cadastrados, dos quais 92 mil em São Paulo. A média de noites reservadas por imóvel no estado é de 42 noites/ano, contra 36 noites da média nacional.

Perspectivas para 2026

Especialistas do setor projetam que o impacto econômico do Airbnb em São Paulo pode chegar a R$ 40 bilhões em 2026, impulsionado pela recuperação do turismo de negócios e pela realização de eventos como a Bienal do Livro e o GP de São Paulo de Fórmula 1. A plataforma anunciou investimentos de R$ 50 milhões em marketing para o estado em 2025.

Por outro lado, a regulação municipal pode frear o crescimento. O projeto de lei em discussão na Câmara Municipal prevê limite de 90 dias por ano para aluguel de imóveis inteiros, o que reduziria a oferta em até 30%, segundo estimativas do Airbnb.

Perguntas Frequentes

Qual é o impacto econômico do Airbnb em São Paulo?

O impacto econômico do Airbnb em São Paulo foi de R$ 34,1 bilhões em 2024, segundo relatório da plataforma em parceria com a FGV. O valor inclui gastos de hóspedes e receita de anfitriões.

Como o Airbnb afeta o mercado imobiliário em São Paulo?

Em bairros como Pinheiros e Vila Madalena, os aluguéis residenciais subiram 15% acima da média da cidade, com correlação com a concentração de imóveis na plataforma, segundo o IBRE.

O Airbnb paga impostos em São Paulo?

Sim, anfitriões são responsáveis por declarar renda e pagar Imposto de Renda. A plataforma coleta ISS em algumas cidades, mas não há tributação específica para aluguel por temporada em São Paulo.

Quantos anfitriões do Airbnb existem em São Paulo?

São Paulo tem 92 mil anfitriões cadastrados, de um total de 350 mil no Brasil, segundo dados de 2024.

O Airbnb vai ser regulamentado em São Paulo?

Um projeto de lei em discussão na Câmara Municipal prevê cadastro obrigatório e limite de 90 dias para aluguel de imóveis inteiros. A proposta ainda não foi votada.

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