Republicanos confirma chapa própria em Minas e impasse sobre Cleitinho
Republicanos confirma chapa própria em Minas e amplia impasse sobre futuro de Cleitinho
O Diretório do Republicanos de Minas Gerais decidiu, na madrugada desta quinta-feira (6), lançar chapa própria para disputar o governo estadual e o Senado nas eleições de 2026. A informação foi divulgada em ata publicada no Instagram da legenda, assinada pelo deputado federal Euclydes Pettersen. A decisão amplia o impasse sobre o senador Cleitinho Azevedo, que tenta voltar à disputa pelo Palácio do Tiradentes.
Sem citar o nome do senador, a legenda informou à Justiça Eleitoral que vai oficializar as candidaturas até o fim do prazo legal, em 15 de agosto. A movimentação ocorre em meio a um cenário de tensão interna, com ameaças de rompimento e disputa judicial.
O que muda para o eleitor mineiro
Para o eleitor, a principal mudança é o cenário eleitoral mais fragmentado. Com a chapa própria, o Republicanos deixa de apoiar um candidato externo e passa a disputar diretamente os cargos majoritários. Isso pode alterar o equilíbrio de forças na disputa estadual, especialmente se a legenda lançar um nome competitivo.
A decisão também afeta o calendário: as candidaturas precisam ser registradas até 15 de agosto, prazo legal para oficialização. Até lá, o partido pode mudar de posição, mas a ata já sinaliza uma direção clara.
O impasse sobre Cleitinho
Cleitinho Azevedo, que desistiu da própria candidatura, agora tenta voltar à disputa pelo governo. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, já declarou que o político é "página virada". A frase, citada na ata, indica resistência da cúpula nacional em aceitar o retorno do senador.
Enquanto isso, Pettersen, que assinou a ata, declarou que pretende entrar na Justiça para manter Cleitinho no pleito. Ele também ameaçou romper com o presidente nacional do partido. A movimentação cria um cenário de incerteza sobre o futuro político do senador.
Quem pode entrar na disputa
Atualmente, o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, é o principal nome avaliado para entrar na eleição ao governo estadual. Ele era o principal político cotado para ser o vice da chapa de Cleitinho. A indicação, porém, ainda não é certeira e causa tensão dentro da legenda.
A falta de definição sobre o nome pode enfraquecer a campanha, já que o partido precisa de um candidato competitivo para enfrentar outras legendas.
O contexto das pesquisas
O senador tinha entre 34% e 35% das intenções de voto para governador quando ainda era pré-candidato, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho. Os números mostram que Cleitinho liderava as pesquisas naquele momento, o que reforça o peso político da decisão do partido.
A pesquisa, porém, é um retrato de um momento específico. O cenário pode mudar até a eleição, especialmente com a definição das candidaturas.
O que esperar daqui para frente
O impasse deve se arrastar até o prazo de 15 de agosto. Até lá, o partido pode oficializar a chapa própria, manter Cleitinho na disputa via judicial, ou ainda mudar de estratégia.
Para o eleitor, o acompanhamento das decisões da Justiça Eleitoral e das convenções partidárias será essencial para entender quem realmente concorrerá ao governo e ao Senado.
Perguntas Frequentes
Por que o Republicanos decidiu lançar chapa própria?
O partido informou à Justiça Eleitoral que vai oficializar as candidaturas até 15 de agosto. A decisão foi tomada em reunião do diretório estadual e publicada em ata.
O que acontece com Cleitinho?
O senador tenta voltar à disputa, mas o presidente nacional do partido o considera "página virada". Pettersen ameaça ir à Justiça para mantê-lo no pleito.
Quem é o principal cotado para a chapa?
Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, é o principal nome avaliado. Ele era cotado para ser vice de Cleitinho.
Qual é o prazo para registrar candidatura?
O prazo legal é 15 de agosto. O partido afirmou que vai oficializar as candidaturas até essa data.