Economia

Renan Santos: facção não é terrorismo e Trump não quer ajudar

ResumoRenan Santos (Missão) afirmou no Flow Podcast que não considera facções criminosas como terrorismo e que Donald Trump não demonstra interesse em ajudar o Brasil. O comentarista também criticou o adversário Pablo Cury, que registra crescimento nas pesquisas eleitorais. A declaração ocorre em meio ao debate sobre segurança pública e alianças internacionais.

Renan Santos (Missão) disse no Flow que não vê facção como terrorismo e que Trump não quer ajudar o Brasil. Ele também voltou a atacar Cury, que cresce nas pesquisas.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 03 de setembro de 2026
Renan Santos: facção não é terrorismo e Trump não quer ajudar

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, disse que não gosta de chamar facção criminosa de terrorismo, por entender que são coisas diferentes. A declaração foi dada nesta quarta-feira (2) em entrevista ao podcast Flow. "Eu não fico tão confortável em ver o Trump querendo falar que: ah, isso é tudo terrorista, porque o Trump não quer nos ajudar", afirmou. Ele desconfia da tentativa do presidente norte-americano de resolver a questão brasileira. "Os americanos nunca resolveram o problema do tráfico de drogas na América Latina. Por que agora eles querem? Nunca se interessaram por isso", disse.

Sobre o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas, Renan afirmou que a estratégia do escritor é falar "nada com nada para um eleitor que está cansado de tudo e que não quer discutir política". O presidenciável voltou a chamar Cury de "pastel de vento" e sugeriu que seus votos vieram de "uma massa de pessoas que não liga para a política e que está de saco cheio da discussão política". Ele também mencionou que micro influenciadores começaram a apoiar Cury. "Dentre esses influenciadores, haviam influenciadores que faziam trabalhos para o Banco Master. Praticamente todos os que divulgavam o Banco Master e que atacavam o Banco Central e defendiam o Master estão ali na campanha do Cury", sugeriu.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostrou Cury em terceiro lugar na disputa presidencial em primeiro turno, com 10%. O candidato surpreendeu nas pesquisas Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus. No levantamento BTG/Nexus, ele saltou de 2% para 11% das intenções de voto. Na sondagem Atlas/Bloomberg, atingiu 7,8%, após registrar 1,6% na pesquisa anterior. Já na pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (1º), Cury tem 11%.

Para o eleitor, a fala de Renan reforça um debate sobre como tratar o crime organizado e qual o papel dos EUA no Brasil. As pesquisas mostram que Cury, mesmo sem propostas claras, atrai um eleitorado cansado da política tradicional. Resta saber se esse movimento se sustenta até a votação. eleições 2026

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