Economia

Renan Santos: crise no STF é disputa de Poder entre facções

ResumoRenan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, afirmou que a crise no Supremo Tribunal Federal configura uma disputa de poder entre facções internas da Corte. A declaração ocorreu após decisões do ministro Edson Fachin que suspenderam atos de André Mendonça e Flávio Dino e afastaram Alexandre de Moraes do inquérito das fake news.

Candidato à Presidência pelo Missão voltou a criticar o Supremo e afirmou que a Corte virou 'campo de batalha' após decisões de Fachin que suspenderam atos de Mendonça e Dino e afastaram Moraes do inquérito das fake news.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 10 de setembro de 2026
Renan Santos: crise no STF é disputa de Poder entre facções

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a crise na Corte não é mais sobre Direito e sim só sobre Poder, envolvendo disputas políticas. Em coletiva de imprensa após encontro com a Amcham nesta quinta-feira (10), o presidenciável disse que o Supremo está em guerra e que tem duas facções, uma ligada ao petismo, outra ligada ao bolsonarismo.

Segundo o candidato, o ministro André Mendonça vem sendo objetivamente melhor do que os demais, porque está trazendo a público um problema que envolve pares dele. Renan afirmou que a turma do Alexandre de Moraes aparentemente trata isso como traição interna, e que o que Fachin fez foi dizer: Meninos, parem. Só que isso não é sobre direito mais, é só sobre Poder. Então, não dá para levar a sério mais essa Corte.

O candidato se referiu à recente decisão do presidente do STF, Edson Fachin, que suspendeu as decisões dos ministros Mendonça e Flávio Dino que haviam, sucessivamente, afastado e restaurado o cargo do diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em outra decisão publicada, Fachin também tirou o ministro Alexandre de Moraes do inquérito das fake news.

Renan Santos continuou, afirmando que o Supremo se tornou apenas um campo de batalha. Segundo ele, Alexandre de Moraes usa um inquérito dele para colocar um adversário político de modo a sujeitá-lo a suas manobras, e que isso não é direito, é Poder puro e simples. O Fachin precisa botar um freio de arrumação geral. É uma decisão política, mais do que uma decisão de direito, disse.

Na quarta-feira (9), o candidato enviou um comunicado à imprensa afirmando que a decisão de Fachin só coroou um show de horrores que o Brasil está passando, um show ridículo de briga de egos entre ministros da Suprema Corte, em que um quer mostrar que é mais malvado que o outro, que briga mais que o outro.

Em coletiva nesta quinta, o candidato afirmou que a tendência é que o STF busque uma pacificação com qualquer governo que for eleito. Se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai se compor com o Flávio para todos se safarem do escândalo do Banco do Brasil. E se o Lula ganhar, a mesma coisa. Com todo mundo o STF vai tentar se compor, porque é uma questão matemática: o próximo presidente vai criar uma maioria ali, não importa quem, disse, ao se referir às indicações que o próximo presidente deverá fazer à Corte.

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