Economia

Renan Santos ofende Lula e Flávio e quer matar quem roubar

ResumoRenan Santos (Missão) lançou campanha com ofensas diretas a Lula e Flávio Bolsonaro, prometendo "matar quem roubar" como plataforma central. O candidato registrou 7,8% nas intenções de voto, indicando apoio relevante entre eleitores insatisfeitos. As propostas de Renan Santos geram impacto por radicalizar o discurso anticorrupção, polarizando o debate político e atraindo atenção da mídia.

Renan Santos (Missão) lançou campanha com ataques a Lula e Flávio Bolsonaro, prometeu 'matar quem roubar' e registrou 7,8% nas intenções de voto. Entenda o impacto das propostas.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 03 de agosto de 2026
Renan Santos ofende Lula e Flávio e quer matar quem roubar

Renan Santos ofende Lula e Flávio e promete 'matar quem roubar'

O candidato a presidente Renan Santos (Missão) usou o lançamento de campanha para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele chamou Flávio de "farsante, fraco e corrompido" e Lula de "cachaceiro senil", mas rejeitou os rótulos de "antipetista" e "terceira via". Na segurança pública, prometeu "matar quem roubar". A pena de morte é proibida no Brasil para crimes comuns e não pode ser alterada nem mesmo por emenda constitucional.

O que Renan Santos prometeu no lançamento de campanha

Renan Santos é candidato em chapa com Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Medina comparou Lula e Flávio a "vassouras velhas" e disse que Renan vai "limpar o Brasil". Ao fim, presenteou o companheiro com um espartilho de Tiradentes.

O candidato também criticou "governadores que nunca tiveram postura de líder" e o senador Sérgio Moro (União Brasil), a quem chamou de "vassalo". Para Renan, o ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) "aceitou ser um escravo daqueles que destruíram sua maior obra, que foi a Lava Jato".

Propostas de segurança e economia

Renan estabeleceu como meta reduzir homicídios para menos de 10 mil ao ano. Prometeu ainda ajuste fiscal, proteger a venda de terras raras e defendeu que professores possam "punir alunos rebeldes".

Renan Santos na pesquisa Atlas/Bloomberg

O candidato do Missão registrou 7,8% das intenções de voto na última pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na quarta-feira, 29. Ele aparece na terceira posição, atrás de Lula, com 49,2%, e Flávio, com 42,9%.

Como a campanha arrecadou recursos

O evento foi marcado pela venda de suvenires para arrecadar fundos. Os ingressos mais básicos, no Komplexo Tempo, na Mooca, zona leste de São Paulo, saíram por R$ 94. Categorias mais caras chegaram a R$ 7 mil, com mezanino, "open bar" e almoço com lideranças.

Os suvenires variaram de itens de moda a pelúcias de onça, mascote da legenda. Também foi anunciada edição "de luxo" do Livro Amarelo, obra que reúne o ideário do partido e baseia o plano de governo. A versão mais cara, em kit para patronos, custou R$ 7 mil.

Impacto para o eleitor

Para quem decide o voto, o discurso de Renan aponta prioridades: segurança com endurecimento penal, ajuste fiscal e pauta de costumes. Mas a promessa de "matar quem roubar" esbarra na Constituição. A pena de morte, proibida para crimes comuns, não pode ser instituída nem por emenda. Ou seja, a proposta não tem viabilidade jurídica imediata.

Perguntas Frequentes

Quem é Renan Santos?

Renan Santos é candidato a presidente pelo Missão, em chapa com Aroldo Medina. Ele é tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

O que Renan Santos disse sobre Lula e Flávio?

Ele chamou Flávio Bolsonaro de "farsante, fraco e corrompido" e Lula de "cachaceiro senil". Depois, pediu perdão pelos insultos.

Renan Santos pode instituir pena de morte?

Não. A pena de morte é proibida no Brasil para crimes comuns e não pode ser alterada nem por emenda constitucional.

Qual a posição de Renan nas pesquisas?

Na pesquisa Atlas/Bloomberg, ele tem 7,8% das intenções de voto, atrás de Lula (49,2%) e Flávio (42,9%).

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