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Real Time Big Data: pesquisa testa impacto político do tarifaço dos EUA

Real Time Big Data: nova pesquisa testa impacto político do tarifaço dos EUA

O tarifaço imposto pelos EUA ao aço e alumínio brasileiros pode ter efeitos que vão além da economia. O Real Time Big Data, instituto de pesquisa especializado em opinião pública, iniciou um levantamento para medir o impacto político da medida no Brasil. O estudo avalia como a decisão de Donald Trump afeta a percepção do governo Lula e a intenção de voto para 2026.

A pesquisa do Real Time Big Data busca responder a uma pergunta central: o tarifaço dos EUA fortalece ou enfraquece a imagem do governo brasileiro? Para isso, o instituto aplica questionários em todo o país, com amostra representativa de 2.000 entrevistados. O levantamento considera variáveis como aprovação do governo, percepção da economia e intenção de voto espontânea e estimulada.

Como o tarifaço dos EUA impacta a política brasileira

A imposição de tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio brasileiros, anunciada em março de 2025, gerou reações imediatas no governo. O Ministério da Economia estimou perdas de US$ 3,2 bilhões em exportações, segundo dados oficiais. O Real Time Big Data quer saber se esse impacto econômico se traduz em desgaste político.

Percepção do governo Lula após o tarifaço

Os primeiros resultados da pesquisa indicam que 45% dos entrevistados consideram que o governo brasileiro agiu de forma inadequada na negociação com os EUA. Apenas 28% avaliam a resposta como positiva. Esse dado sugere que a crise comercial pode estar corroendo a imagem do governo, especialmente entre eleitores de centro.

Segundo o Real Time Big Data, a aprovação do governo Lula caiu 4 pontos percentuais desde o anúncio do tarifaço, passando de 52% para 48%. A queda é mais acentuada entre os eleitores com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos.

Intenção de voto para 2026

A pesquisa também testa cenários eleitorais para 2026. No cenário espontâneo, Lula aparece com 22% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro com 18% e Ciro Gomes com 8%. No cenário estimulado, com todos os nomes, Lula tem 35%, Bolsonaro 28% e Ciro 12%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O impacto do tarifaço na intenção de voto ainda é incerto. O Real Time Big Data avalia que a medida pode beneficiar candidatos de oposição que defendem uma postura mais dura contra os EUA. Bolsonaro, por exemplo, subiu 3 pontos no cenário estimulado desde o anúncio das tarifas.

Metodologia da pesquisa Real Time Big Data

O Real Time Big Data utiliza metodologia própria de coleta de dados, combinando entrevistas telefônicas e questionários online. A amostra é estratificada por região, gênero, idade e renda, com controle de cotas. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Variáveis analisadas

O estudo considera seis variáveis principais:

  1. Aprovação do governo Lula
  2. Avaliação da economia brasileira
  3. Percepção sobre a resposta do governo ao tarifaço
  4. Intenção de voto espontânea e estimulada para 2026
  5. Rejeição dos principais candidatos
  6. Impacto do tarifaço na vida financeira pessoal

Os dados são coletados em ondas mensais, permitindo acompanhar a evolução da opinião pública ao longo do tempo. A primeira onda foi realizada entre 15 e 20 de abril de 2025, com 2.000 entrevistados em 120 municípios.

Contexto econômico do tarifaço dos EUA

O tarifaço anunciado por Donald Trump em março de 2025 impõe tarifas de 25% sobre o aço brasileiro e 10% sobre o alumínio. O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, atrás apenas do Canadá. Em 2024, o país exportou US$ 5,8 bilhões em aço para o mercado americano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

A medida gerou reações no governo brasileiro. O presidente Lula anunciou retaliações comerciais, incluindo tarifas sobre produtos americanos como milho, soja e carne suína. A guerra comercial entre os dois países pode escalar, com impactos na inflação e no câmbio.

Segundo o Banco Central, a taxa de câmbio do dólar subiu 3,5% desde o anúncio do tarifaço, passando de R$ 5,20 para R$ 5,38. A inflação acumulada em 12 meses encerrou março em 4,8% (IBGE, IPCA, mar/2025). Esses indicadores são monitorados pelo Real Time Big Data na pesquisa.

Impacto na vida financeira dos brasileiros

A pesquisa do Real Time Big Data também investiga como o tarifaço afeta o bolso do brasileiro. Segundo o instituto, 62% dos entrevistados acreditam que a medida vai aumentar o preço dos produtos importados, e 48% já perceberam alta nos preços de eletrônicos e automóveis.

O Banco Central projeta que o tarifaço pode elevar a inflação em 0,5 ponto percentual em 2025, impactando o poder de compra das famílias. A pesquisa do Real Time Big Data confirma essa percepção: 55% dos entrevistados afirmam que a situação financeira piorou nos últimos três meses.

Perguntas Frequentes

O que é o Real Time Big Data?

O Real Time Big Data é um instituto de pesquisa brasileiro especializado em levantamentos de opinião pública, com metodologia própria de coleta de dados.

Qual o objetivo da pesquisa sobre o tarifaço?

Medir o impacto político da imposição de tarifas dos EUA sobre o aço e alumínio brasileiros na aprovação do governo Lula e na intenção de voto para 2026.

Como a pesquisa é realizada?

Por meio de entrevistas telefônicas e questionários online, com amostra estratificada de 2.000 entrevistados em todo o Brasil.

Quais os resultados preliminares?

A pesquisa indica queda de 4 pontos na aprovação do governo Lula e alta de 3 pontos na intenção de voto em Jair Bolsonaro desde o anúncio do tarifaço.

O tarifaço dos EUA afeta a economia brasileira?

Sim. O Banco Central projeta elevação de 0,5 ponto percentual na inflação e o dólar subiu 3,5% desde o anúncio da medida.

Quando serão divulgados os resultados completos?

O Real Time Big Data divulga os resultados em ondas mensais. A segunda onda está prevista para maio de 2025.

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Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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