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Copom corta Selic a 14%, balança comercial e Petrobras: destaques

Reação ao Copom, balança comercial, Petrobras e mais destaques desta quinta-feira

Os investidores repercutem nesta quinta-feira (6) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. O corte já era amplamente esperado pelo mercado, que voltou suas atenções ao comunicado da autoridade monetária em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária, mas saiu sem respostas claras.

O Banco Central destacou que a evolução dos preços do petróleo, a trajetória dos juros nos Estados Unidos e o comportamento da inflação serão determinantes para futuras decisões. Ainda assim, reiterou que os próximos movimentos permanecem em aberto e dependerão da evolução dos cenários econômico e internacional.

O que o Copom disse e o que isso significa para você

A autarquia ponderou em comunicado que o cenário atual é caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, o que exige serenidade e cautela na condução da política monetária. Isso significa que, na prática, o Banco Central não se comprometeu com um próximo corte, deixando o mercado sem uma direção clara.

Para o investidor, a leitura é de cautela: a inflação continua no radar, e a política monetária deve seguir restritiva por mais tempo. A decisão de manter a restrição adequada visa assegurar a convergência da inflação à meta, mas o comunicado não trouxe um sinal objetivo sobre o ritmo dos próximos ajustes.

Balança comercial e o que acompanhar no dia

O mercado acompanha as negociações entre Washington e Teerã e aguarda o relatório de emprego dos EUA, que pode influenciar as expectativas para os juros do Fed. No Brasil, o calendário de lançamentos do dia inclui a divulgação dos resultados de empresas como Magazine Luiza (MGLU3), Assaí (ASAI3), Lojas Renner (LREN3) e Hypera (HYPE3).

Petrobras: o principal destaque corporativo do dia

No campo corporativo, as atenções se voltam para temporada de balanços do segundo trimestre, aqui no Brasil e nos Estados Unidos. O principal destaque do dia é a divulgação dos resultados da Petrobras (PETR3; PETR4).

De acordo com a XP Investimentos, além do aumento da produção, os preços devem representar outro importante vetor positivo para os resultados da companhia, após avançarem de forma expressiva com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, com o Brent ultrapassando US$ 100/bbl.

Como o mercado fechou na véspera

O Ibovespa fechou quase estável nesta quarta-feira, com o declínio das ações da Petrobras ofuscando as performances positivas de papéis como Itaú Unibanco e RD Saúde em meio a avaliações positivas dos respectivos resultados trimestrais. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,09%, a 177.726,17 pontos.

Agenda dos principais nomes

Às 10h, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, concede entrevista à GloboNews. Mais tarde, às 17h30, o presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, participa de um evento nos Estados Unidos.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o secretário de Relações Exteriores do México, Roberto Velasco, às 10h. Às 11h, participa da sanção de projeto que prorroga o prazo para uso de recursos do FGTS em operações de crédito destinadas a entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos do SUS. Às 15h, sanciona medidas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Às 16h, reúne-se com o presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn.

Cenário internacional: Oriente Médio e Ucrânia

As Forças Armadas israelenses afirmaram ter iniciado ataques direcionados no sul do Líbano na quarta-feira, em resposta a uma violação do Hezbollah, um dia após a realização, em Roma, da mais recente rodada de negociações entre Israel e Líbano, mediadas pelos Estados Unidos. O Ministério da Saúde libanês informou que um ataque israelense à cidade de Tibnin, no sul do país, matou uma pessoa e feriu outras 12.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou nesta quarta-feira que conversou com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, sobre a possibilidade de obter mais mísseis interceptadores de defesa aérea. Mark está bem informado sobre as ameaças, e coordenamos nossos esforços em relação aos países que possuem os mísseis necessários e a capacidade de ajudar, escreveu Zelenskiy em inglês na plataforma de mídia social X. É fundamental eliminar toda a burocracia e tomar as decisões políticas necessárias.

Fundo de florestas tropicais: novos aportes

O embaixador Mauricio Lyrio, secretário de clima, energia e meio ambiente do ministério das Relações Exteriores, disse nesta quarta-feira, 5, que dois países europeus devem realizar aportes no fundo de florestas tropicais (TFFF, na sigla em inglês), criado para recompensar países que preservam florestas tropicais. Não posso adiantar, mas provavelmente teremos nos próximos meses bons anúncios de dois países europeus, disse o embaixador ao falar sobre novos aportes em encontro promovido pela Amcham Brasil por ocasião da São Paulo Climate Week. Ele participou do evento remotamente.

Perguntas Frequentes

O que o Copom decidiu nesta quarta-feira?

O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto, citando incertezas no cenário econômico e internacional.

Por que o mercado ficou sem respostas claras?

O Banco Central não indicou um caminho objetivo para os próximos movimentos, ponderando que a evolução dos preços do petróleo, os juros nos EUA e a inflação serão determinantes.

Quais balanços são destaque nesta quinta-feira?

A Petrobras (PETR3; PETR4) é o principal destaque, além de Magazine Luiza, Assaí, Lojas Renner e Hypera no Brasil, e Airbnb e Warner Bros. nos EUA.

Como o Ibovespa fechou na quarta-feira?

O Ibovespa fechou com variação negativa de 0,09%, a 177.726,17 pontos, com o declínio das ações da Petrobras ofuscando os ganhos de Itaú Unibanco e RD Saúde.

O que esperar da política monetária após o corte?

O Banco Central reiterou que os próximos movimentos permanecem em aberto, mantendo a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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