Economia

QAV elevado em 1,9% nas refinarias: veja o impacto no preço

ResumoPetrobras elevou o QAV (querosene de aviação) em 1,9% nas refinarias, com aumento de R$ 0,09 por litro a partir de 1º de outubro. O reajuste mensal contrasta com os cortes aplicados em julho e junho, refletindo a política de preços da estatal. O impacto direto atinge companhias aéreas e, potencialmente, o custo de passagens no mercado brasileiro.

A Petrobras aumentou o QAV em 1,9% nas refinarias, com alta de R$ 0,09 por litro a partir de 1º. Reajuste mensal contrasta com cortes de julho e junho. Veja o impacto.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 03 de agosto de 2026
QAV elevado em 1,9% nas refinarias: veja o impacto no preço

Querosene de aviação (QAV) é elevado em 1,9% nas refinarias

A Petrobras informou à Broadcast que elevou o querosene de aviação (QAV) em 1,9% nas refinarias, o que representa um acréscimo de R$ 0,09 por litro em relação ao mês anterior, a partir de hoje, 1º. O reajuste é mensal e impacta diretamente o custo do transporte aéreo.

O que muda no preço do QAV?

O aumento de 1,9% nas refinarias significa que o litro do QAV ficou R$ 0,09 mais caro para as distribuidoras. Essas empresas são responsáveis pelo transporte e pela comercialização do produto para as companhias aéreas e demais consumidores finais nos aeroportos, além das instalações aeroportuárias e dos serviços de abastecimento.

Reajuste mensal da Petrobras

A estatal adota reajustes mensais para o QAV. Em julho, o combustível aéreo foi reduzido em 14,4%, o equivalente a menos R$ 0,81 por litro. Já em junho, houve outra queda, de 14,2%, e o valor pôde ser parcelado pelos clientes da companhia.

O movimento de alta atual interrompe uma sequência de cortes, mas segue a lógica de ajuste periódico da Petrobras, que acompanha as condições de mercado.

Contexto: guerra no Oriente Médio

Em abril, no auge da guerra no Oriente Médio, a estatal aumentou o QAV em 54,63% e decidiu parcelar o valor para seus clientes. Esse episódio ilustra como eventos geopolíticos podem pressionar os preços dos combustíveis.

Quem define o preço final?

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado exclusivamente para as distribuidoras. Essas distribuidoras, por sua vez, são responsáveis pelo transporte e pela comercialização para as empresas de transporte aéreo e demais consumidores finais nos aeroportos, bem como pelas instalações aeroportuárias e pelos serviços de abastecimento.

Ou seja, o reajuste de 1,9% nas refinarias não chega diretamente ao passageiro, mas influencia a estrutura de custos das companhias aéreas, que pode se refletir nas tarifas.

O que esperar para o consumidor?

Quem viaja de avião pode sentir o efeito indireto do aumento do QAV nos preços das passagens, já que o combustível é um dos principais custos das aéreas. A alta de R$ 0,09 por litro, embora modesta, soma-se a outros fatores de custo.

Para quem acompanha o setor, a dica é monitorar os reajustes mensais da Petrobras, que tendem a seguir a cotação internacional e o câmbio.

Perguntas Frequentes

Como o reajuste do QAV afeta o preço das passagens aéreas?

O QAV é um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento de 1,9% nas refinarias pode pressionar as tarifas, mas o repasse depende de cada empresa e da concorrência no setor.

A Petrobras reajusta o QAV todo mês?

Sim, a estatal faz reajustes mensais do produto, como ocorreu em julho (redução de 14,4%), junho (queda de 14,2%) e agora em 1º (alta de 1,9%).

Quem é responsável pelo preço final do QAV nos aeroportos?

As distribuidoras, que compram o produto da Petrobras e são responsáveis pelo transporte, comercialização e abastecimento nos aeroportos.

O que explica a alta de 1,9% após cortes em julho e junho?

A Petrobras ajusta o preço mensalmente conforme condições de mercado. O aumento atual interrompe a sequência de quedas, mas segue a política de revisão periódica.

O parcelamento do QAV ainda está disponível?

A fonte indica que em junho o parcelamento foi oferecido aos clientes, mas não há confirmação de que a prática continua no reajuste atual.

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