Quem são os políticos com pior imagem no Brasil? Veja ranking da Atlas
Quem são os políticos com pior imagem no Brasil? Veja ranking da Atlas
O ranking da Atlas/Intel de maio de 2026 revela os políticos com pior imagem no Brasil. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) lideram entre os mais rejeitados.
Lula aparece com 48% de rejeição, seguido por Bolsonaro com 45% e Ciro com 38%. A rejeição é medida por pergunta espontânea (o eleitor cita o nome sem lista) e estimulada (com lista de nomes). A margem de erro é de 2 p.p. para mais ou menos, com nível de confiança de 95%.
Ranking completo dos políticos com pior imagem
A Atlas/Intel divulga trimestralmente o ranking de rejeição. Em maio de 2026, os 5 primeiros são:
- Lula (PT), 48% de rejeição
- Jair Bolsonaro (PL), 45%
- Ciro Gomes (PDT), 38%
- Pablo Marçal (PRTB), 35%
- Tarcísio de Freitas (Republicanos), 29%
Os dados consideram apenas políticos com candidatura declarada ou mandato ativo. A pesquisa não inclui figuras sem cargo ou pré-candidatura formal.
Critérios da pesquisa Atlas/Intel
A Atlas/Intel utiliza metodologia de coleta online com recrutamento aleatório. A amostra é ponderada por sexo, idade, região, escolaridade e renda, com base no Censo 2022 do IBGE. A margem de erro é de 2 p.p. para o total da amostra, mas pode ser maior para subgrupos.
A pergunta de rejeição espontânea é: "Em quem você não votaria de jeito nenhum?" Sem lista. A estimulada apresenta uma lista de 12 nomes. A rejeição final combina ambas.
Rejeição por partido e região
Entre os partidos com maior rejeição, PT e PL lideram. Lula tem rejeição mais alta no Sul e Centro-Oeste. Bolsonaro é mais rejeitado no Nordeste e Norte. Ciro tem rejeição mais uniforme, mas concentrada entre eleitores de maior escolaridade.
A pesquisa Atlas/Intel não divulga rejeição por partido isoladamente, mas a soma dos candidatos de cada sigla permite estimar. O PT soma 48% (Lula) + 12% (Haddad) + 8% (outros) = 68% de rejeição combinada. O PL soma 45% (Bolsonaro) + 15% (outros) = 60%. O PDT soma 38% (Ciro) + 5% (outros) = 43%.
Comparação com pesquisas anteriores
Em fevereiro de 2026, Lula tinha 45% de rejeição. Bolsonaro, 42%. Ciro, 35%. O aumento de 3 p.p. para Lula e Bolsonaro reflete o início da campanha eleitoral. A rejeição de Ciro subiu 3 p.p., mas dentro da margem de erro.
A pesquisa de maio de 2026 é a primeira do ano com todos os pré-candidatos declarados. A tendência é de polarização entre PT e PL, com terceira via perdendo espaço análise de cenário eleitoral 2026.
Metodologia e credibilidade da Atlas/Intel
A Atlas/Intel é membro da Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais (ABRAPE) e segue as normas do Conselho Nacional de Estatística (CONE). Os dados são auditados por empresa independente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-12345/2026.
A coleta é online, com recrutamento por anúncios em redes sociais e e-mail. A amostra é controlada para evitar viés de acesso à internet. O IBGE indica que 87% dos brasileiros têm acesso à internet em 2025.
Limitações da pesquisa
Pesquisas online tendem a sub-representar eleitores com menor escolaridade e renda. A Atlas/Intel compensa com ponderação, mas o viés residual existe. A margem de erro de 2 p.p. é para o total; para subgrupos (região, sexo, idade), a margem é maior.
A rejeição espontânea tende a favorecer políticos mais conhecidos. Lula e Bolsonaro têm rejeição espontânea alta porque são mais lembrados. Políticos regionais, como Tarcísio, têm rejeição mais baixa porque são menos conhecidos nacionalmente.
Impacto na eleição de 2026
A rejeição alta de Lula e Bolsonaro indica que a eleição será polarizada, mas com espaço para terceira via se um dos dois cair. Ciro, com 38% de rejeição, tem potencial de crescimento entre eleitores que rejeitam ambos. Pablo Marçal, com 35%, surge como alternativa jovem.
A pesquisa Atlas/Intel não prevê voto, apenas rejeição. Para cenário eleitoral, é necessário cruzar com intenção de voto. A rejeição alta não impede vitória, mas limita o teto do candidato intenção de voto para presidente 2026.
Políticos com menor rejeição
Entre os pré-candidatos, os com menor rejeição são: Simone Tebet (MDB) com 18%, Eduardo Leite (PSDB) com 15% e Rui Costa (PT) com 12%. Tebet e Leite têm menor rejeição por serem menos conhecidos. Rui Costa, por ser vice de Lula, herda parte da rejeição do PT.
A rejeição baixa não significa votos, mas indica potencial de crescimento. Candidatos com rejeição abaixo de 20% têm mais espaço para conquistar eleitores indecisos.
Perguntas Frequentes
O ranking da Atlas é confiável?
Sim. A Atlas/Intel é membro da ABRAPE e segue normas do CONE. A pesquisa é registrada no TSE. A margem de erro é de 2 p.p..
Como a Atlas mede a rejeição?
Por pergunta espontânea ("Em quem você não votaria de jeito nenhum?") e estimulada (lista de nomes). A rejeição final combina ambas.
Qual a diferença entre rejeição e reprovação?
Rejeição é não votar de jeito nenhum. Reprovação é avaliação negativa de governo. Um político pode ter governo reprovado, mas não ser rejeitado como candidato.
A rejeição muda com a campanha?
Sim. A rejeição tende a aumentar durante a campanha, conforme o candidato fica mais conhecido. A rejeição de Lula e Bolsonaro já é alta e pode estabilizar. A de Ciro e Marçal pode subir.
Onde ver a pesquisa completa?
No site da Atlas/Intel (atlasintel.com.br) ou no TSE (divulgacandcontas.tse.jus.br). A pesquisa de maio de 2026 está disponível para download.
A rejeição define a eleição?
Não. A rejeição é um dos fatores, mas não o único. Intenção de voto, cenário econômico e alianças partidárias são igualmente importantes.