Economia

Cleitinho apela para disputar governo de MG e é negado

ResumoCleitinho, senador pelo Republicanos, teve o pedido para disputar o governo de Minas Gerais negado por Marcos Pereira, presidente nacional da legenda, durante a convenção do partido. Marcos Pereira encerrou a fase deliberativa sem acatar a solicitação, gerando impasse interno. A decisão mantém a indefinição sobre a candidatura do partido ao executivo estadual mineiro.

Na convenção nacional do Republicanos, Cleitinho pediu a vaga para disputar o governo de MG. Marcos Pereira negou e encerrou a fase deliberativa. Entenda o impasse.

Otávio Bandeira
Otávio Bandeira Analista de mercado de capitais · 04 de agosto de 2026
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Cleitinho faz apelo para voltar à disputa do governo de MG e é negado por presidente do Republicanos

A crise entre Cleitinho (Republicanos-MG) e a direção nacional do Republicanos ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (4). Durante a convenção nacional da legenda, o senador fez um apelo público para disputar o governo de Minas Gerais, mas encontrou resistência imediata do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, que declarou encerrada a fase deliberativa do encontro e rejeitou reabrir a discussão. O relato foi reportado pelo g1.

O apelo de Cleitinho: "Quem que nunca foi e voltou?"

Em um discurso marcado pela emoção, Cleitinho pediu que o partido reconsiderasse sua situação e afirmou estar pronto para assumir a candidatura. "Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga", disse.

Na sequência, o senador afirmou que não decepcionaria a legenda caso fosse escolhido. "Eu não vou decepcionar o partido. Eu não vou decepcionar o senhor presidente. Eu vou aumentar essa bancada mineira dentro do partido. Quem que nunca foi e voltou? Quem que nunca teve equívoco? Quem que nunca errou que levante a mão, por favor?", declarou.

O número conta a história: a manifestação não alterou o posicionamento da direção nacional, segundo o relato do portal. Marcos Pereira interrompeu a discussão e afirmou que a convenção não teria competência para deliberar sobre a candidatura ao governo de Minas naquele momento.

A resposta de Marcos Pereira: convenção encerrada

"Concluída a apreciação da ordem do dia, eu declaro encerrada a fase deliberativa desta convenção", afirmou, conforme o g1. Em seguida, reforçou que a legenda já havia oferecido ao senador todas as oportunidades para formalizar sua candidatura durante a convenção estadual realizada em 25 de julho.

"Foi dada a oportunidade ao senador Cleitinho de comparecer à convenção no dia 25 de julho e se declarar candidato a governador do bravo estado de Minas. Em não sendo possível o comparecimento, que ele então se fizesse representar por procuração, o que é legalmente permitido. O senador Cleitinho não aceitou nem comparecer e nem enviar a carta com a procuração dizendo que era candidato", disse Pereira.

O presidente do Republicanos também prestou solidariedade ao parlamentar pela morte recente de seu irmão, Matheus Augusto Azevedo, vítima de leucemia.

O histórico da disputa interna

O episódio amplia uma disputa interna que se arrasta há semanas. No fim de julho, Marcos Pereira informou que Cleitinho não disputaria o governo de Minas porque não havia formalizado sua candidatura dentro do prazo estabelecido pelo partido.

A legenda chegou a afirmar que sua ausência na convenção estadual produziu "consequências inevitáveis" e passou a apoiar o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP).

Poucas horas depois, porém, a assessoria de Cleitinho desmentiu a informação e afirmou que ele continuava disposto a concorrer ao Palácio Tiradentes. O próprio senador confirmou essa intenção em entrevista coletiva, abrindo um conflito público com a direção nacional do Republicanos.

O que muda no cenário político de MG

Diferentemente de 2022, partidos médios optam pela neutralidade, reduzem o peso das coligações nacionais e indicam um cenário de maior dificuldade para quem vencer a eleição governar a partir de 2027. A campanha do presidenciável, no entanto, ainda tenta novas conversas com dirigente partidário.

O caso ilustra como a formalização de candidaturas dentro dos prazos partidários se tornou um ponto de tensão. A insistência de Cleitinho, mesmo após a negativa, sugere que o impasse pode se estender até as instâncias superiores da legenda eleições 2026 em Minas Gerais.

Perguntas Frequentes

Por que Cleitinho não pode ser candidato a governador?

Segundo Marcos Pereira, Cleitinho não formalizou a candidatura dentro do prazo. Ele não compareceu à convenção estadual de 25 de julho nem enviou procuração, como era permitido.

O que é o Palácio Tiradentes?

É a sede do governo de Minas Gerais. Cleitinho afirmou que continua disposto a concorrer ao cargo.

Quem é Marcelo Aro?

É o ex-secretário de Governo, apoiado pelo Republicanos após a ausência de Cleitinho na convenção estadual.

Cleitinho pode recorrer da decisão?

A fonte não informa sobre possibilidade de recurso. O senador fez um apelo público, mas a direção nacional manteve a posição.

O que aconteceu com o irmão de Cleitinho?

Matheus Augusto Azevedo morreu vítima de leucemia, e Marcos Pereira prestou solidariedade ao parlamentar.

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