Quem é Cezinha de Madureira, alvo da PF e aliado de Mendonça
Cezinha de Madureira (PL-SP) foi um dos alvos da 3ª fase da Operação Transparência, deflagrada nesta segunda-feira (14). Aliado de André Mendonça e pastor da Assembleia de Deus, ele migrou do PSD ao PL neste ano.
O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) foi um dos alvos da 3ª fase da Operação Transparência, deflagrada nesta segunda-feira (14). A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra o parlamentar, segundo a fonte que embasa esta reportagem.
Cezinha é pastor da Assembleia de Deus no Ministério de Madureira, origem de seu nome político. Aliado do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, é tido como um influente nome da bancada bolsonarista no meio evangélico. Neste ano, migrou do PSD para o Partido Liberal para tentar a terceira reeleição.
Trajetória e articulação no Congresso
Ele presidiu a Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados em 2021 e integrou o núcleo próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua gestão. No período, foi um dos principais nomes no Congresso a puxar votos para a indicação de Mendonça ao STF. Também articulou um encontro privado entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O que a Operação Transparência apura
A nova fase é um desdobramento das investigações iniciadas em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares. São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal.
A investigação apura possíveis práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino.
As investigações apontam que integrantes do grupo criminoso teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos para garantir resultado de processos em curso na Justiça. Até o momento, não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos crimes apurados.
Para quem acompanha o noticiário político de Brasília, o caso reforça a leitura de que operações sobre emendas parlamentares tendem a se desdobrar em novas fases. Ainda não há informações sobre eventuais desdobramentos futuros.