Economia

Presidente do Republicanos diz a Flávio que maioria quer neutralidade

ResumoMarcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, comunicou a Flávio Bolsonaro, candidato do PL, que 17 dos 27 diretórios estaduais do partido optaram pela neutralidade na disputa presidencial. A decisão inviabiliza uma aliança nacional entre as legendas. A reunião ocorreu em Brasília e reflete a posição majoritária da sigla.

Em reunião em Brasília, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, disse ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que 17 dos 27 diretórios estaduais decidiram pela neutralidade na disputa presidencial, inviabilizando uma aliança nacional.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 04 de agosto de 2026
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O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, informou nesta segunda-feira ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que 17 dos 27 diretórios estaduais do partido decidiram pela neutralidade na disputa presidencial. O recado foi dado em reunião em Brasília, com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O número de diretórios a favor da neutralidade indica que uma aliança nacional com o presidenciável é inviável, segundo avaliação interna da legenda.

A convenção nacional do Republicanos está marcada para a manhã desta terça-feira. Integrantes da cúpula da legenda afirmam que é improvável que a sigla recue da decisão de adotar neutralidade. Flávio ainda deve ter uma nova reunião com Pereira para insistir na tentativa de aliança, mas o cenário aponta resistência.

Por que o Republicanos recuou de uma aliança com Flávio

O Republicanos chegou a avaliar uma aliança com Flávio no início do ano. Uma série de atritos, porém, afastou o partido do presidenciável. Disputas entre Republicanos e PL nos estados, como no caso do Rio de Janeiro, criaram um ambiente de desconfiança. A crise envolvendo o banco Master também consolidou o afastamento.

O partido fez uma pesquisa interna que demonstrou que a crise afetou negativamente a candidatura. Em maio, o site Intercept revelou que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, do Master, para financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio pesou na avaliação interna da legenda.

O entrave da vice: Daniella Marques e a busca por um partido aliado

Flávio tem a intenção de ter a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) como candidata a vice-presidente. A dificuldade para fechar aliança com o partido dela, porém, é um entrave. Sem o Republicanos, o presidenciável precisa buscar outra legenda.

Na semana passada, Flávio convidou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas o partido dela anunciou que vai adotar neutralidade. A resistência de partidos, a busca por alianças e o cálculo eleitoral deixaram as candidaturas sem definição para um dos cargos mais estratégicos da chapa.

Opções internas no PL para a vice

Caso Flávio não tenha sucesso em atrair um partido aliado, o PL estuda opções dentro da própria legenda. As deputadas Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE) já sinalizaram abertura para se candidatar ao cargo de vice. As duas são nomes considerados viáveis internamente.

Apesar disso, Flávio e integrantes do PL desejam insistir em atrair outros partidos. Eles se recusam a definir antecipadamente que a candidata a vice será do PL. A estratégia é usar todo o tempo disponível para tentar uma aliança com outra legenda.

O que a neutralidade do Republicanos significa para a campanha

A decisão da maioria dos diretórios estaduais do Republicanos pela neutralidade reduz o espaço de Flávio para fechar uma aliança de peso. O partido, que chegou a avaliar um acordo no início do ano, agora sinaliza que não deve recuar. A convenção nacional desta terça-feira deve confirmar o posicionamento.

A resistência não é exclusiva do Republicanos. O PP também anunciou neutralidade após o convite a Tereza Cristina. O cenário mostra um presidenciável com dificuldade para atrair partidos de médio porte, o que pode forçar o PL a lançar mão de seus próprios quadros.

Como a crise do banco Master afetou a negociação

A crise envolvendo o banco Master foi um dos fatores que consolidaram o afastamento entre Republicanos e Flávio. A pesquisa interna do partido indicou que o episódio prejudicou a candidatura. A revelação do Intercept sobre o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar um filme em homenagem a Jair Bolsonaro ampliou o desconforto.

O partido, que já tinha atritos com o PL nos estados, viu na crise um motivo adicional para adotar neutralidade. A decisão, segundo integrantes da cúpula, é improvável de ser revertida.

Próximos passos: reunião entre Flávio e Marcos Pereira

Flávio ainda deve ter uma nova reunião com Marcos Pereira para tentar reverter o quadro. A convenção nacional do Republicanos, marcada para a manhã desta terça-feira, será o termômetro. Se a neutralidade for confirmada, o presidenciável terá de acelerar a busca por outro partido.

O PL, por ora, mantém as opções internas na mesa. Júlia Zanatta e Priscila Costa seguem como alternativas, mas a preferência da cúpula é por um partido aliado. A estratégia é não queimar cartuchos antes do prazo final.

Perguntas Frequentes

Por que o Republicanos decidiu pela neutralidade?

A maioria dos diretórios estaduais do partido, 17 de 27, decidiu pela neutralidade. Atritos com o PL nos estados e a crise envolvendo o banco Master contribuíram para o afastamento.

Quem é o presidente do Republicanos?

Marcos Pereira é o presidente nacional do Republicanos. Ele transmitiu a Flávio Bolsonaro a posição da maioria dos diretórios estaduais.

Flávio Bolsonaro ainda tenta fechar aliança com o Republicanos?

Sim, Flávio deve ter uma nova reunião com Marcos Pereira para insistir na tentativa de aliança. A convenção nacional do partido está marcada para esta terça-feira.

Quem pode ser vice na chapa de Flávio?

Flávio quer Daniella Marques (Republicanos), mas a aliança está difícil. O PL estuda as deputadas Júlia Zanatta e Priscila Costa como opções internas.

O que a crise do banco Master tem a ver com a negociação?

A crise afetou negativamente a candidatura, segundo pesquisa interna do Republicanos. O partido viu o episódio como mais um motivo para adotar neutralidade.

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