Diesel bate recorde nos EUA e supera US$ 6 o galão
Preço médio do diesel nos Estados Unidos superou US$ 6 o galão pela primeira vez, segundo a GasBuddy, pressionado pela guerra contra o Irã e por ataques a refinarias russas que reduziram a oferta.
O preço médio do diesel nos Estados Unidos ultrapassou US$ 6 por galão pela primeira vez na história nesta quinta-feira (10). O dado é do GasBuddy, site que acompanha preços de combustíveis. A alta ocorre em meio à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e a ataques ucranianos a refinarias russas, que reduziram a oferta.
O recorde interessa além da bomba de combustível. O diesel move caminhões, trens, navios e equipamentos pesados que sustentam as cadeias de abastecimento, além do setor agrícola.
O que está por trás do recorde
Os preços recordes do diesel aparecem no momento em que os futuros do petróleo voltaram a subir acima de US$ 100 por barril, com a intensificação do conflito entre os EUA e o Irã. Na véspera, os futuros do petróleo bruto atingiram o nível mais alto desde meados de maio: o Brent fechou em US$ 107,63 por barril e o West Texas Intermediate, em US$ 102,48 por barril.
O petróleo bruto é o principal fator que influencia os preços dos combustíveis. Não por acaso, a média do diesel nos EUA subiu cerca de US$ 2,30 na comparação com o ano passado, segundo o site de monitoramento.
Efeito na inflação e no bolso
O encarecimento dos combustíveis tem pesado sobre os consumidores ao longo do ano, que já enfrentavam a inflação. O tema se tornou delicado para o presidente Donald Trump e para parlamentares republicanos que tentam manter maiorias estreitas no Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.
O analista da GasBuddy Patrick De Haan resumiu o repasse em rede social. "Cada caminhão, cada entrega, cada pacote, cada ida ao supermercado ficou mais caro", disse.
Na mesma publicação, ele afirmou que "os preços recordes do diesel afetarão todas as cargas, remessas e entregas que os norte-americanos recebem, e provavelmente reacenderão a inflação em toda a cadeia de suprimentos".
Vale o contexto histórico: o diesel é o combustível que menos aparece no noticiário e mais aparece na conta final do consumidor. Quando ele sobe, o encarecimento chega por etapas, no frete, na prateleira e no preço do alimento. É um indicador atrasado, mas persistente.