População brasileira cresce menos; veja impactos
O Brasil chegou a 214,2 milhões de habitantes em 2026, com crescimento de 0,37%, abaixo do ano anterior. Desaceleração acelera envelhecimento e pressiona previdência e saúde.
O Brasil chegou a uma população estimada em 214,2 milhões de habitantes em 2026, segundo as Estimativas da População publicadas no Diário Oficial da União (DOU) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento foi de 0,37%, um pouco abaixo do registrado entre 2024 e 2025, de 0,39%.
A desaceleração do crescimento populacional acelera o envelhecimento da população e reduz a proporção de pessoas em idade ativa. Isso ameaça a sustentabilidade da previdência social, pressiona o sistema de saúde e, teoricamente, reduz o potencial de crescimento econômico do país. É o que se chama de fim do bônus demográfico, quando a maioria da população está em idade economicamente ativa.
Os Estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul têm as menores taxas de crescimento. Já Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso apresentaram os maiores índices, sendo os únicos com valores acima de 1%. A capital com maior taxa de crescimento geométrico no período 2025-2026 é Boa Vista, com 3,2%. Refletindo a tendência do Censo 2022, algumas capitais tiveram redução populacional: Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).
O grupo de municípios com até 20 mil habitantes é o que, proporcionalmente, mais apresentou decrescimento populacional (40,2% do total). Por outro lado, os municípios entre 100 mil e 500 mil habitantes são os que mais cresceram acima de 1%. Entre os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, o único a crescer mais de 1% foi Manaus.
Os cinco municípios mais populosos são São Paulo, com 11.911.337 pessoas; Rio de Janeiro, com 6.731.133; Brasília, com 3.009.996; Fortaleza, com 2.582.360; e Salvador, com 2.559.945. Juntos, somam 26.794.771 pessoas, 12,5% da população total. As 27 capitais concentram 49,4 milhões de habitantes, 23,1% do total. Palmas, Vitória e Rio Branco são as capitais menos populosas.
O estudo serve de parâmetro para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular o valor do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de ser referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.