Planos odontológicos crescem quase três vezes mais que planos de saúde, mostra estudo
O mercado de saúde suplementar brasileiro vive um fenômeno claro: planos odontológicos crescem quase três vezes mais que planos de saúde, mostra estudo da ANS divulgado em 2025. Enquanto os planos de saúde tradicionais registram alta de 4,5% no número de beneficiários, os odontológicos disparam 12,3% no mesmo período. A diferença reflete mudanças no bolso e nas prioridades do consumidor.
Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos odontológicos cresceram 12,3% em 2025, enquanto os planos de saúde avançaram 4,5%. O estudo revela que a busca por benefícios odontológicos acessíveis e a ampliação da cobertura popular impulsionam esse crescimento.
Por que planos odontológicos crescem mais que planos de saúde?
A explicação combina custo e acesso. Um plano odontológico individual custa, em média, R$ 30 a R$ 60 por mês, contra R$ 200 a R$ 600 de um plano de saúde básico. A diferença de preço é um dos principais vetores. Dados da ANS mostram que, em 2025, o número de beneficiários de planos odontológicos chegou a 35 milhões, contra 50 milhões dos planos de saúde.
Cobertura popular e expansão do mercado
Outro fator é a cobertura. Planos odontológicos populares, como os de credenciamento, oferecem serviços básicos (consulta, limpeza, extração) por valores baixos. A ANS regula um rol mínimo de procedimentos odontológicos, que inclui desde profilaxia até cirurgias simples. Isso atrai consumidores que antes não tinham acesso.
Empresas e benefícios corporativos
O crescimento também vem das empresas. Cada vez mais, companhias incluem plano odontológico no pacote de benefícios, por ser barato e valorizado pelos funcionários. Dados do IBGE indicam que 68% dos trabalhadores formais têm acesso a algum benefício odontológico via empregador.
Impacto financeiro para o consumidor
Para quem faz conta, a escolha entre um plano odontológico e um plano de saúde é direta: o primeiro custa até 10 vezes menos. Uma família de quatro pessoas gasta, em média, R$ 120 por mês com odontológico, contra R$ 1.200 de um plano de saúde. A economia anual chega a R$ 13.000.
Cuidado com a cobertura
Mas nem tudo é vantagem. Planos odontológicos não cobrem procedimentos estéticos complexos nem tratamentos de alto custo, como implantes em grande número. A ANS estabelece que o plano deve cobrir apenas o essencial. Antes de contratar, vale conferir o contrato e a lista de credenciados.
Como escolher o melhor plano odontológico?
A escolha ideal passa por três pontos:
- Cobertura: verifique se inclui ortodontia, endodontia (canal) e cirurgias.
- Rede credenciada: confira se há dentistas perto de casa ou do trabalho.
- Carência: planos odontológicos têm carência de até 6 meses para procedimentos complexos.
Dados oficiais e tendências
A ANS projeta que, até 2027, os planos odontológicos ultrapassem 40 milhões de beneficiários, caso o ritmo de crescimento se mantenha. Enquanto isso, os planos de saúde devem crescer entre 3% e 5% ao ano, puxados pela inflação médica.
Para quem busca economia sem abrir mão da saúde bucal, o plano odontológico é, hoje, a opção mais acessível. Mas não substitui o plano de saúde: são complementares. planos de saúde x odontológicos: diferenças e como combinar
Perguntas Frequentes
O que cobre um plano odontológico básico?
Cobre consultas, limpeza, extração, aplicação de flúor e radiografias. Procedimentos como canal e cirurgia simples entram no rol da ANS.
Plano odontológico tem carência?
Sim. Para procedimentos como canal e prótese, a carência é de até 6 meses. Consultas de rotina costumam ser liberadas em 24 horas.
Vale a pena ter plano odontológico?
Para quem vai ao dentista ao menos uma vez por ano, sim. O custo anual do plano (R$ 360 a R$ 720) é menor que o de duas consultas particulares.
Qual a diferença entre plano odontológico e plano de saúde?
Plano odontológico cobre apenas saúde bucal. Plano de saúde cobre consultas médicas, exames, internações e cirurgias gerais.
Como saber se meu plano odontológico é bom?
Verifique a rede credenciada, a cobertura de procedimentos e o tempo de carência. Consulte o site da ANS para reclamações.