Economia

PF decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo: entenda

ResumoA Polícia Federal decidiu pela demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por abandono de cargo. O ex-deputado federal não retornou ao trabalho após se mudar para os Estados Unidos, configurando infração disciplinar. A decisão decorre de processo administrativo que apurou ausência injustificada do servidor.

A Polícia Federal decidiu pela demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo, após processo administrativo disciplinar. O ex-deputado federal, que vive nos EUA, não retornou ao cargo de escrivão da PF. Entenda os desdobramentos.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 21 de julho de 2026
PF decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo: entenda

A Polícia Federal (PF) decidiu pela demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por abandono de cargo, após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra ele. A decisão, que agora depende da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, representa o desfecho de um processo que começou com o acúmulo de faltas sem justificativa e a perda do mandato parlamentar.

A Polícia Federal decidiu demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo, após concluir o Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O ex-deputado federal, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, não retornou ao cargo de escrivão da PF após perder o mandato. O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato de expulsão.

O que motivou a demissão de Eduardo Bolsonaro pela PF

A decisão da Polícia Federal tem origem no abandono de cargo formalizado por Eduardo Bolsonaro. Desde fevereiro de 2025, ele vive nos Estados Unidos, onde passou a se definir como exilado político. O acúmulo de faltas sem justificativa levou à cassação do mandato de deputado federal em dezembro do ano passado.

Com a perda do mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF, no Rio de Janeiro, cargo que ocupava desde que ingressou por concurso público em 2010. No entanto, ele não se reapresentou ao serviço, o que motivou a abertura do PAD em fevereiro deste ano. Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo.

Como o processo administrativo disciplinar foi conduzido

O PAD foi instaurado pela Corregedoria da PF no Rio de Janeiro para analisar o caso. Durante a instrução do processo, a Corregedoria determinou que Eduardo Bolsonaro entregasse a sua carteira funcional e a arma de fogo. A decisão final da PF pela demissão foi comunicada e agora aguarda a assinatura do ministro da Justiça.

O papel do STF no caso

Eduardo Bolsonaro também enfrenta uma condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe. Essa condenação, no entanto, é um processo distinto do PAD que resultou na demissão.

Impacto na carreira pública e nos direitos de Eduardo Bolsonaro

A demissão por abandono de cargo tem consequências diretas na carreira pública de Eduardo Bolsonaro. Como escrivão da PF, ele era servidor público federal concursado. A demissão extingue o vínculo funcional, o que significa perda de direitos como salário, benefícios e aposentadoria pelo cargo. Além disso, a decisão pode abrir precedentes para outros casos de abandono de cargo na administração pública.

Para o cidadão comum, o caso ilustra como a administração pública trata o abandono de cargo, um desvio de conduta que pode resultar em demissão. O processo segue as normas do Direito Administrativo, com garantias de defesa e contraditório.

Próximos passos após a decisão da PF

O ato de demissão ainda precisa ser assinado pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. Após a assinatura, a demissão é publicada no Diário Oficial da União, tornando-se efetiva. Eduardo Bolsonaro pode recorrer da decisão na esfera administrativa ou judicial, mas a tendência é que o processo se encerre com a demissão.

O que significa abandono de cargo na prática

Abandono de cargo é uma infração disciplinar grave prevista no Estatuto dos Servidores Públicos Federais (Lei 8.112/90). Ocorre quando o servidor falta ao serviço por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa. No caso de Eduardo Bolsonaro, o acúmulo de faltas sem justificativa configurou o abandono, levando à abertura do PAD e à demissão.

A decisão da PF reforça a aplicação da lei para servidores públicos, independentemente de cargo ou posição política. O processo foi conduzido pela Corregedoria da PF no Rio, com base em procedimentos internos.

Relação com a cassação do mandato de deputado federal

A cassação do mandato de deputado federal em dezembro do ano passado foi o gatilho para o PAD. Sem o mandato, Eduardo Bolsonaro perdeu a justificativa para não retornar ao cargo de escrivão. A cassação foi motivada pelo acúmulo de faltas sem justificativa, enquanto ele vivia nos Estados Unidos.

Contexto político e jurídico

Eduardo Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sua atuação nos Estados Unidos, onde se definiu como exilado político, gerou controvérsias e levou à condenação pelo STF por coação. A demissão pela PF é mais um capítulo na série de desdobramentos jurídicos e administrativos que envolvem a família Bolsonaro.

Para o leitor, o caso serve como exemplo de como o sistema de justiça e a administração pública lidam com infrações disciplinares. A transparência do processo e a aplicação da lei são pontos centrais.

Perguntas Frequentes

Eduardo Bolsonaro pode recorrer da demissão?

Sim, ele pode recorrer na esfera administrativa ou judicial, questionando a decisão do PAD ou a falta de justificativa para o abandono.

O que acontece com os direitos trabalhistas de Eduardo Bolsonaro?

Com a demissão, ele perde o vínculo funcional com a PF, incluindo salário, benefícios e direito à aposentadoria pelo cargo.

A demissão afeta a condenação pelo STF?

Não, são processos distintos. A demissão é administrativa, enquanto a condenação pelo STF é penal, com pena de reclusão.

Quanto tempo durou o PAD?

O PAD foi aberto em fevereiro deste ano e concluído agora, em um período de aproximadamente três meses.

O que é abandono de cargo?

É a falta ao serviço por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa, configurando infração disciplinar grave que pode levar à demissão.

Quem assina a demissão?

O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato de expulsão, conforme a decisão da PF.

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