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Petróleo sobe: Brent atinge US$ 101 pela 1ª vez desde julho

O petróleo Brent fechou em alta nesta quarta-feira (9), com o contrato para novembro subindo 3,36%, a US$ 101,21 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. É o maior nível desde o final de julho, pelo terceiro dia consecutivo. O West Texas Intermediate (WTI) para outubro avançou 3,25%, a US$ 96,05, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

A commodity voltou a operar acima dos US$ 100 por barril em meio à continuidade de ataques entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz e à infraestrutura energética da Rússia na guerra contra a Ucrânia. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) negou que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) tenha atingido dois destróieres da Marinha americana no Oriente Médio. O órgão afirmou ter atingido 10 petroleiros iranianos na região do Estreito de Ormuz.

A agência Fars informou que moradores da costa marítima de Jask, no sul do Irã, relataram barulhos de explosão. A Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) reportou pelo menos três ataques a embarcações no Golfo Pérsico nas últimas 24 horas. A IRGC afirmou que estabelecerá uma zona marítima restrita partindo de Chabahar, no Irã, avançando por partes do Golfo de Omã e do Mar Arábico. Qualquer embarcação que atravessar a área ficará sujeita a sanções.

Além das tensões entre EUA e Irã, o conflito entre Arábia Saudita e os Houthis, do Iêmen, se intensifica, com risco de envolver o Paquistão, segundo a mídia internacional. Na guerra do Leste Europeu, diferentes regiões da Rússia registraram ataques nesta quarta-feira. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os preços do gás no mercado europeu devem subir mais, com novos recordes por vir. O avião do presidente ucraniano Volodmir Zelenski, que viajava para Oslo, quase foi atingido por drones.

Em relatório, a Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) aumentou a projeção para o preço médio do Brent em 2026, para US$ 91, e 2027, para US$ 74, diante do choque de oferta. A agência também prevê spreads maiores e aperto prolongado nos estoques de diesel. Para quem acompanha o mercado, o sinal é claro: o prêmio de risco geopolítico segue dominando a formação de preço, e a volatilidade deve continuar enquanto os conflitos não arrefecerem. impacto do petróleo na inflação previsão do preço do Brent 2026

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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