Economia

Petróleo fecha sem direção única de olho em rota alternativa a Ormuz

ResumoPetróleo Brent e WTI encerraram sem direção única nesta quinta-feira (3), com Brent em queda de 0,12% e WTI em alta de 0,32%. A movimentação refletiu notícias sobre possível rota alternativa ao Estreito de Ormuz e extensão do conflito no Oriente Médio. O mercado monitorou riscos de oferta e logística na região.

Petróleo fechou sem direção única nesta quinta-feira (3), com Brent em queda de 0,12% e WTI em alta de 0,32%, após notícias sobre possível rota alternativa ao Estreito de Ormuz e extensão do conflito no Oriente Médio.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 03 de setembro de 2026
Petróleo fecha sem direção única de olho em rota alternativa a Ormuz

Os preços do petróleo fecharam sem direção única nesta quinta-feira (3), em uma sessão marcada pela volatilidade. O mercado digeriu notícias sobre uma possível rota alternativa ao Estreito de Ormuz, enquanto o conflito no Oriente Médio pode se estender até o próximo ano. Para quem investe em commodities, o sinal é de cautela: a geopolítica segue mandando nos preços, e a resposta do mercado vem em movimentos curtos e opostos.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência internacional, para novembro fechou com queda de 0,12%, a US$ 95,52 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 0,32%, a US$ 91,30 o barril, para outubro. A commodity operou com volatilidade como reflexo do noticiário sobre o conflito no Irã.

Pela manhã, o Wall Street Journal reportou que o Pentágono está estendendo o destacamento de tropas, sinalizando que o conflito pode durar até 2027. A estratégia militar, sem prazo definido, foi concebida para dar ao presidente dos EUA, Donald Trump, opções na guerra. Mais tarde, o The Washington Post apontou que a Síria, sob o comando de Ahmed al-Sharaa, se apresenta como corredor terrestre estável para energia e mercadorias, alternativa ao Estreito de Ormuz. Trump, aliado de al-Sharaa, chamou o relato de "ótima notícia" e disse que os EUA têm "quantidades virtualmente ilimitadas de munição".

O vice-presidente JD Vance afirmou que o país não dialogará com o Irã até que os ataques a embarcações em Ormuz parem. O Irã voltou a atacar bases norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait, com mísseis e drones. Para o Goldman Sachs, o mercado de transporte precifica um "status quo de 'sem acordo no Oriente Médio' por mais tempo", mas a adaptabilidade do mercado, incluindo a frota fantasma e a sensibilidade da China, tende a moderar a alta dos preços. À tarde, o New York Post noticiou que Omã recusou o pedido do Irã para cobrar taxas em Ormuz, contradizendo a Guarda Revolucionária Islâmica.

Para o investidor, o cenário reforça a importância de acompanhar os desdobramentos geopolíticos. A volatilidade deve continuar, e a diversificação entre ativos, como ações de petroleiras e fundos ligados à energia, pode ajudar a reduzir riscos. O ciclo de alta pode não ter acabado, mas a direção dos preços dependerá de novos capítulos no conflito.

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