Economia

Petróleo cai 3,61% com acordo Irã-Omã sobre Ormuz

ResumoO petróleo Brent e o WTI registraram queda de 3,61% em 15 de outubro de 2025, com o Brent fechando a US$ 87,27 e o WTI a US$ 82,36. O acordo entre Irã e Omã para retomar a navegação no Estreito de Ormuz reduziu o prêmio de risco geopolítico sobre a oferta global. A retomada do tráfego no estreito, responsável por cerca de 20% do consumo mundial, aliviou temores de interrupção no fornecimento.

Petróleo despenca mais de 3% com acordo entre Irã e Omã para retomar navegação no Estreito de Ormuz. Brent cai a US$ 87,27 e WTI a US$ 82,36. Entenda o impacto nos preços.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 25 de agosto de 2026
Petróleo cai 3,61% com acordo Irã-Omã sobre Ormuz

Os preços do petróleo fecharam em forte queda nesta terça-feira (25), impulsionados pelo otimismo em torno da liberação do Estreito de Ormuz. O contrato mais líquido do Brent, referência internacional, para novembro, recuou 3,61%, a US$ 87,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. O WTI, negociado na Nymex, caiu 3,12%, a US$ 82,36 o barril, para outubro.

O movimento se intensificou no início da tarde, após o anúncio de um acordo entre Irã e Omã para a retomada da navegação na região. Os ministros das Relações Exteriores dos dois países anunciaram a criação de um corredor marítimo temporário em Ormuz, via que escoa cerca de 20% de todo o petróleo mundial. O acordo prevê ainda a retirada de minas da via marítima, para garantir navegação segura.

As tratativas excluem os Estados Unidos, mas o presidente Donald Trump afirmou que todas as minas em águas internacionais foram removidas ou detonadas. Ele também alertou que qualquer navio que colocar novas minas será destruído. Apesar do alívio, as tensões entre Washington e Teerã seguem no radar. A Al Arabiya informou que os EUA teriam proposto suspender sanções ao Irã em troca da reabertura de Ormuz e do fim de ataques de aliados iranianos.

Para o consumidor, a queda do petróleo pode aliviar a pressão sobre os combustíveis no curto prazo, caso a normalização da navegação se confirme. O corredor temporário reduz o risco de desabastecimento global, mas a retirada de minas ainda depende de execução prática. A exclusão dos EUA das conversas e as sanções pendentes mantêm incerteza sobre a durabilidade do acordo. Quem acompanha o mercado sabe que acordos desse tipo costumam ser frágeis, e o preço do barril pode reagir rapidamente a qualquer sinal de ruptura.

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