Economia

Petróleo avança 6 dias: tensões no Oriente Médio e Ormuz

ResumoO petróleo Brent e o WTI registraram alta de 0,08% nesta quarta-feira (12), fechando a US$ 88,98 e US$ 83,27 o barril, respectivamente, no sexto dia consecutivo de ganhos. A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz sustenta o movimento de valorização das cotações.

O petróleo fechou em leve alta nesta quarta-feira (12), pelo sexto dia consecutivo, com o impasse entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz. Brent e WTI subiram 0,08%, a US$ 88,98 e US$ 83,27 o barril, respectivamente.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 12 de agosto de 2026
Petróleo avança 6 dias: tensões no Oriente Médio e Ormuz

Petróleo avança pelo 6º dia consecutivo com tensões no Oriente Médio e impasse sobre Ormuz

Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta quarta-feira (12), pelo sexto dia consecutivo, com a continuação do impasse entre Estados Unidos e Irã para um acordo de reabertura do Estreito de Ormuz. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com leve alta de 0,08%, a US$ 88,98 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro subiu 0,08%, a US$ 83,27 o barril.

Os preços do petróleo começaram o dia pressionados por novos relatórios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE). A Opep reduziu a previsão de crescimento da demanda global de petróleo em 2026 e do crescimento global, enquanto a AIE afirmou que o impasse no Estreito de Ormuz aprofunda a queda da demanda por petróleo. A queda nos contratos de petróleo foi, no entanto, mitigada pelas tensões no Oriente Médio.

O que mudou nos preços do petróleo nesta quarta-feira (12)

A alta desta quarta-feira foi modesta, mas marcou o sexto avanço consecutivo. O Brent, referência internacional, encerrou a US$ 88,98 o barril, com variação de 0,08%. O WTI, referência americana, fechou a US$ 83,27, também com alta de 0,08%. Os ganhos foram limitados pelos relatórios da Opep e da AIE, que apontam para uma demanda global mais fraca em 2026.

O papel da Opep e da AIE no movimento dos preços

A Opep reduziu a previsão de crescimento da demanda global de petróleo em 2026, além de revisar para baixo o crescimento econômico global. A AIE, por sua vez, afirmou que o impasse no Estreito de Ormuz aprofunda a queda da demanda por petróleo. Esses relatórios pressionaram os preços no início do dia, mas as tensões geopolíticas acabaram prevalecendo.

O impasse entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou Teerã de tentar "fugir" do conflito e de fazer ameaças vazias contra Washington. Já o Irã reiterou que não há conversa com os americanos para um cessar-fogo. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que seu país segue no controle de Ormuz e fez novas ameaças ao Irã. "Tudo o que eles têm são NOTÍCIAS FALSAS e INFLAÇÃO de 300%, e piorando! O Irã só fala e não age, o valentão do Oriente Médio não é mais", escreveu o republicano.

À agência de notícias Reuters, uma fonte iraniana de alto escalão disse que não havia discussões entre os dois países para prorrogar o cessar-fogo porque, da perspectiva de Teerã, o acordo não tinha data de início e, portanto, não havia nada a ser prorrogado. Esse impasse mantém o mercado em alerta, já que o Estreito de Ormuz é uma rota crucial para a exportação de petróleo e gás do Oriente Médio.

Ataques a navios e a queda no tráfego em Ormuz

Além do impasse diplomático, os EUA e os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, relataram ataques separados a navios no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-Mandeb na terça-feira, duas rotas cruciais de exportação para o petróleo e o gás do Oriente Médio, além do Canal de Suez. Dados de navegação mostraram que o número de navios que transitaram pelo Estreito de Ormuz caiu para oito na terça-feira, a menor marca em uma semana. Antes da guerra, de 125 a 140 navios passavam por essa via navegável crucial todos os dias.

O impacto da redução no tráfego de navios

A queda no tráfego de navios em Ormuz reflete o risco percebido pelas empresas de navegação. Com apenas oito navios transitando na terça-feira, o mercado observa de perto qualquer interrupção no fluxo de petróleo. A comparação com os 125 a 140 navios diários antes da guerra mostra a dimensão do impacto potencial.

O que esperar dos preços do petróleo com o impasse em Ormuz

O cenário segue incerto. A Opep e a AIE indicam demanda mais fraca, mas as tensões no Oriente Médio sustentam os preços. Se o impasse continuar, o mercado pode ver novos avanços, especialmente se houver escalada nos ataques a navios. Por outro lado, qualquer sinal de acordo entre EUA e Irã pode derrubar as cotações rapidamente.

Para quem acompanha o mercado de commodities, a recomendação é monitorar os relatórios da Opep e da AIE, além dos desdobramentos diplomáticos. A volatilidade deve permanecer alta enquanto não houver uma solução clara para o Estreito de Ormuz.

Perguntas Frequentes

Por que o petróleo subiu pelo 6º dia consecutivo?

O petróleo subiu pelo 6º dia consecutivo por causa do impasse entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz, que mantém o risco de interrupção no fornecimento. A alta foi de 0,08% tanto no Brent quanto no WTI.

Qual foi o preço do Brent nesta quarta-feira (12)?

O Brent para outubro fechou a US$ 88,98 o barril, com alta de 0,08%, na ICE, em Londres.

Qual foi o preço do WTI nesta quarta-feira (12)?

O WTI para setembro fechou a US$ 83,27 o barril, com alta de 0,08%, na Nymex, nos EUA.

O que a Opep e a AIE disseram sobre a demanda de petróleo?

A Opep reduziu a previsão de crescimento da demanda global de petróleo em 2026, enquanto a AIE afirmou que o impasse em Ormuz aprofunda a queda da demanda.

Quantos navios passaram pelo Estreito de Ormuz na terça-feira?

Dados de navegação mostram que oito navios transitaram pelo Estreito de Ormuz na terça-feira, a menor marca em uma semana. Antes da guerra, eram de 125 a 140 navios por dia.

Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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