Economia

Paquistão desafia EUA e mantém comércio com o Irã

ResumoO Paquistão declarou que não está obrigado a cumprir sanções unilaterais dos EUA contra o Irã, confirmando a continuidade do comércio bilateral com Teerã. A postura paquistanesa desafia a pressão americana e pode afetar as relações diplomáticas com Washington, além de influenciar a dinâmica econômica regional, especialmente no setor energético e de importações.

O Paquistão afirmou que não está obrigado a cumprir sanções unilaterais contra o Irã, sinalizando que manterá o comércio com Teerã. Entenda o impacto nas relações com os EUA e no cenário econômico regional.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 27 de agosto de 2026
Paquistão desafia EUA e mantém comércio com o Irã

O Paquistão afirmou que não está "obrigado" a cumprir sanções unilaterais contra o Irã, a menos que sejam impostas pelas Nações Unidas. A declaração sinaliza disposição para continuar o comércio com Teerã, após os Estados Unidos alertarem para possíveis penalidades econômicas contra países que negociam com a nação persa.

Islamabad segue seus acordos bilaterais com o Irã. Embora o comércio entre os dois vizinhos permaneça robusto, "há interesse em expandi-lo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, em coletiva semanal nesta quinta-feira.

O Paquistão recorreu aos laços com o Irã para negociar a liberação de petroleiros no início do conflito. Os dois países concordaram em concluir um acordo de livre-comércio para ampliar em mais de três vezes o comércio bilateral, para US$ 10 bilhões.

O país tenta equilibrar relações com os EUA e o Irã durante a guerra. Fortaleceu laços com Washington no segundo mandato do presidente Donald Trump, especialmente após emergir como mediador entre Teerã e Washington. Na semana passada, o chefe do Exército paquistanês esteve no Irã como parte das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Islamabad também solicitou uma linha de financiamento de US$ 10 bilhões a Washington e espera resposta nos próximos meses, na expectativa de capitalizar a melhora nas relações com a administração Trump.

Para quem acompanha o cenário geopolítico, o movimento paquistanês mostra como sanções unilaterais podem ter efeito limitado quando há acordos bilaterais e interesses econômicos em jogo. A expansão do comércio com o Irã, se concretizada, pode redefinir fluxos regionais e abrir espaço para novos arranjos comerciais no Oriente Médio impacto de sanções no comércio global.

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