Economia

Renan Santos: crescimento de Cury foi 'inorgânico'

ResumoRenan Santos (Missão) classificou o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas como "inorgânico". O avanço foi atribuído a um cenário de "forte despolitização" no Brasil. A declaração do candidato reflete uma análise sobre a dinâmica eleitoral, sem detalhar dados específicos ou metodologia de pesquisa.

Renan Santos (Missão) disse que o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas é 'inorgânico' e atribuiu o avanço a um cenário de 'forte despolitização' no Brasil.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 31 de agosto de 2026
Renan Santos: crescimento de Cury foi 'inorgânico'

O candidato da Missão à Presidência, Renan Santos, chamou de "inorgânico" o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas. Em entrevista ao Estadão nesta segunda-feira (31), ele disse que a candidatura do escritor e psiquiatra é beneficiada por um cenário de "forte despolitização" no Brasil.

Cury saltou de 2% para 11% das intenções de voto na mais recente pesquisa BTG Pactual/Nexus. Para Renan, o adversário "não tem muita substância" e sua candidatura pode não resistir a sabatinas e debates.

"Há um momento de forte despolitização no Brasil. É a eleição mais desengajada que eu vi desde 2010", afirmou. "Para as pessoas que estão cansadas da hiperpolitização nos últimos anos, talvez (Cury) seja um produto que faça sentido momentaneamente."

Renan também minimizou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de retirar de pauta o julgamento do registro de sua candidatura. Ele classificou a decisão como "meio ridícula" e garantiu que não está preocupado. "Eu não vou tirar nenhuma conclusão precipitada. A gente fez manifestações pedindo o afastamento do Dias Toffoli, mas eu prefiro crer que é só um procedimento normal."

Afirmando ter vindo à entrevista para "perder votos", Renan defendeu medidas duras e impopulares para a economia. Criticou o programa Desenrola, dizendo ser o equivalente a "vender a janta para pagar o almoço", pregou restrições ao crédito consignado e propôs a proibição das Bets, que avalia ser "uma doença que tem que ser tratada como patologia".

O candidato também voltou a defender a desindexação das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, afirmando que a medida impedirá o iminente colapso das contas públicas.

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