Economia

Orçamento de 2027 terá aporte de R$ 6 bilhões aos Correios

ResumoO Orçamento de 2027 prevê aporte de R$ 6 bilhões aos Correios, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional. A medida integra o acordo de financiamento da estatal, visando reestruturação financeira e sustentabilidade operacional. O valor consta como transferência de capital no documento oficial.

O Orçamento de 2027 terá aporte de R$ 6 bilhões aos Correios, previsto no PLOA enviado ao Congresso. A medida integra o acordo de financiamento da estatal.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 31 de agosto de 2026
Orçamento de 2027 terá aporte de R$ 6 bilhões aos Correios

O Orçamento de 2027 terá aporte de R$ 6 bilhões aos Correios, conforme previsão incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). A medida integra o acordo de financiamento firmado pela estatal no fim de 2025 e o plano de reestruturação da empresa. A confirmação veio em nota conjunta dos ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.

Segundo a nota, o valor está relacionado às condições do contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões, assinado com cinco bancos em dezembro de 2025: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. O acordo prevê que a União injete pelo menos R$ 6 bilhões para apoiar o plano de reequilíbrio. O recurso precisa estar disponível até o fim de 2027, mas o governo define o momento e a forma de distribuição. A operação tem garantia do Tesouro Nacional: se os Correios não cumprirem as obrigações, a União pode ser acionada para honrar a dívida.

A inclusão no PLOA representa a previsão orçamentária, não a transferência imediata dos valores. No sábado (29), os Correios divulgaram balanço com prejuízo líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026 e R$ 5,5 bilhões no semestre. O resultado é cerca de 30% maior que o do primeiro semestre de 2025, apesar de inferior ao mesmo período do ano passado. A crise financeira é marcada por sucessivos prejuízos, queda de receitas e aumento de despesas.

O plano de reestruturação inclui Programa de Demissão Voluntária (PDV), redução de custos, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, mudanças na jornada, alterações nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e criação de um marketplace próprio. No semestre, os custos somaram R$ 7,6 bilhões, 14% abaixo do previsto. O Ebitda ficou em R$ 910 milhões, 18% acima da previsão. A empresa também quitou operação onerosa, ampliou prazos de dívida de 18 para 180 meses e negocia novo crédito de R$ 7 bilhões. O TCU determinou, em maio, medidas para garantir o cumprimento da obrigação no prazo.

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