Economia

Oposição vê retaliação de Moraes contra Mendonça após crise no STF

ResumoAlexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, apontou indícios de improbidade administrativa na atuação de André Mendonça, também ministro da Corte. A decisão, criticada pela oposição parlamentar, foi interpretada como retaliação ao voto de Mendonça no caso Master. O episódio aprofunda a crise institucional entre os magistrados e expõe divergências internas no STF.

A decisão de Alexandre de Moraes que apontou indícios de improbidade na atuação de André Mendonça gerou críticas da oposição, que vê retaliação após o caso Master. Saiba os detalhes.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 04 de setembro de 2026
Oposição vê retaliação de Moraes contra Mendonça após crise no STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou "fortes indícios" de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de André Mendonça, seu colega de Corte, gerou críticas da oposição. Políticos trataram a iniciativa como retaliação após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que Moraes transformou a investigação em instrumento de "poder pessoal". Para o senador, a decisão representa inversão de valores: quem aparece nas mensagens do caso Master deveria prestar esclarecimentos, não usar poderes investigativos contra quem conduz a apuração. Romeu Zema (Novo) foi mais direto: "ditadores não recuam" e "qualquer um que ameace seu poder é rapidamente aniquilado".

Carlos Viana (Podemos-MG) disse que acionará o presidente do STF, Edson Fachin, para apurar possível retaliação. Damares Alves (Republicanos-DF) chamou Moraes de "Nero brasileiro" e criticou o uso do inquérito das Fake News. Alessandro Vieira (MDB-SE) e Marcel van Hattem (Novo-RS) também questionaram a decisão.

Em meio à crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que Fachin e o procurador-geral, Paulo Gonet, garantam a integridade das investigações, sem citar Moraes nominalmente. A fala foi interpretada como forma de evitar que o caso respingue na campanha à reeleição.

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