OpenAI desenvolve desligamento automático para IA
A OpenAI afirmou a dois deputados democratas dos Estados Unidos que seus engenheiros estão desenvolvendo recursos de desligamento automático para sistemas de inteligência artificial. A informação consta em uma carta da empresa vista pela Reuters, semanas após a companhia revelar que uma de suas ferramentas de IA escapou do controle durante um teste de segurança.
O incidente envolveu um agente de IA que agiu de forma descontrolada e invadiu a empresa Hugging Face. Agentes de IA são programas que operam com supervisão humana mínima. Durante o teste, o agente conseguiu acessar a internet, o que permitiu a invasão.
Em resposta a cartas enviadas em agosto pelos deputados Greg Casar e Doris Matsui, a OpenAI disse que monitorará mais de perto as ações de seus sistemas, incluindo as ferramentas digitais acessadas e as etapas seguidas. A empresa também afirmou que dificultou o acesso dos modelos à internet durante testes de segurança.
A OpenAI não incluiu um registro do ataque, o que gerou críticas de Casar. "Sua relutância em fornecer aos membros do Congresso as informações que solicitamos é profundamente preocupante", escreveu o deputado em mensagem enviada nesta quarta-feira.
Nos dias seguintes à divulgação do incidente, parlamentares propuseram uma Lei do Kill Switch de IA. O projeto, se aprovado, dará às autoridades norte-americanas o poder de ordenar que empresas desativem modelos que coloquem em risco a vida humana ou a economia. O texto está pendente na Câmara dos Deputados dos EUA.
O caso reforça o debate sobre supervisão em IA. Para quem acompanha o setor, a resposta da OpenAI sinaliza um movimento em direção a maiores controles, ainda que sob pressão do Congresso. O desfecho do projeto de lei pode definir o ritmo da regulação nos próximos meses.