Omã adia reunião sobre navegação em Ormuz com Irã e Golfo
Omã anunciou neste domingo, 13, o adiamento da reunião com Irã, Iraque e países do Golfo prevista para segunda-feira, 14, em Salalah. O encontro trataria da navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global.
O governo de Omã anunciou neste domingo, 13, o adiamento da reunião com representantes de Irã, Iraque e países do Golfo. O encontro estava previsto para segunda-feira, 14, em Salalah, e teria entre os principais temas a navegação pelo Estreito de Ormuz.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou no X que o encontro foi postergado "no interesse do consenso". "Continuamos comprometidos em promover um diálogo que apoie a estabilidade e uma cooperação duradoura em nossa região", escreveu. Omã atua como um dos mediadores do conflito.
O Ministério das Relações Exteriores de Omã acrescentou que a reunião será realizada em uma data posterior, mas sem informar quando. Segundo a pasta, a decisão busca garantir condições adequadas para um diálogo construtivo que permita alcançar entendimentos sustentáveis e apoiar a segurança e a estabilidade regional.
O que estava em jogo no encontro de Salalah
O encontro integrava esforços diplomáticos para discutir uma solução regional para a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para as exportações globais de petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Uma queda ainda maior nos fluxos sauditas agravará a escassez global de abastecimento, que já empurrou os preços globais dos combustíveis para níveis recordes.
Para quem acompanha o noticiário de energia, o adiamento não é detalhe de agenda. Ormuz concentra parte relevante do tráfego de petroleiros, e qualquer sinal de instabilidade na região costuma repercutir em prêmios de risco e nos contratos futuros. A leitura cética é que o gesto de Omã compra tempo diplomático, mas não resolve a equação de fundo.
Trump diz que tensões podem acabar em breve
Mais cedo neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que as tensões envolvendo o Irã poderão ser encerradas em breve e disse que Teerã está "ávida por um acordo".
Questionado sobre uma eventual aproximação dos países do Golfo com o governo iraniano, Trump afirmou não se opor e classificou a decisão como uma escolha soberana dessas nações. O presidente dos EUA disse ainda que os preços do petróleo cairão assim que o conflito acabar.
O adiamento da reunião em Salalah, portanto, ocorre num momento em que sinais públicos de distensão convivem com incerteza sobre o calendário real de qualquer acordo. Sem nova data anunciada, o que resta é a sinalização de que Omã mantém o canal aberto. tensões no Oriente Médio e impacto no petróleo