Economia

Juro curto nos EUA atinge máxima em 20 meses após payroll

ResumoO rendimento do Treasury de 2 anos dos EUA atingiu 4,379%, máxima em 20 meses desde janeiro de 2025, após o payroll de agosto superar expectativas. O mercado elevou apostas para alta de 25 pontos-base pelo Federal Reserve em setembro. A leitura reflete resiliência do mercado de trabalho americano.

O rendimento do Treasury de 2 anos subiu a 4,379%, maior nível desde janeiro de 2025, após payroll de agosto superar expectativas. Mercado eleva apostas de alta de 25 pontos-base pelo Fed em setembro.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 04 de setembro de 2026
Juro curto nos EUA atinge máxima em 20 meses após payroll

Os juros mais curtos dos Estados Unidos operam nas máximas do ano nesta sexta-feira (4), após dados de emprego mais fortes que o esperado. Pela manhã, o rendimento do título do Tesouro americano de 2 anos, o Treasury, subiu mais de 4 pontos-base, a 4,379%, maior nível desde janeiro de 2025.

Nos juros longos, a reação foi tímida: o yield do Treasury de 10 anos, referência para hipotecas, empréstimos para automóveis e dívidas de cartão de crédito, subiu 1 ponto-base, para 4,78%. Já o título de 30 anos, referência para empréstimos imobiliários de longo prazo, ficou praticamente estável, a 5,243%.

A economia americana abriu 162 mil vagas em agosto, segundo o U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS), bem acima das 55 mil projetadas por economistas. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%. O resultado de junho foi revisado para cima, de 20 mil para 31 mil, enquanto julho passou de fechamento de 23 mil para abertura de 21 mil vagas.

Após o dado, o mercado manteve as apostas de alta nos juros pelo Fed como majoritárias. A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta 60,4% de chance de elevação de 25 pontos-base na decisão do Fomc do dia 16. A probabilidade de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75% é de 39,6%, ante 50,6% ontem.

No câmbio, o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, bateu máxima intradia a 99,392 (+0,49%). No Brasil, a moeda atingiu R$ 5,1407 (+0,71) logo após a divulgação.

Para a Capital Economics, mesmo os defensores mais favoráveis a uma política dovish teriam dificuldade em encontrar no payroll argumentos para manter os juros. A decisão, segundo a consultoria, depende principalmente dos dados de inflação da próxima semana, entre eles o CPI. O ING compartilha a visão: "O CPI da próxima sexta-feira (11) será, de fato, o fator decisivo", avalia James Knightley, economista-chefe internacional do banco alemão.

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