Economia

Nepal recusa ajuda estrangeira para resgate; Coreia do Sul busca negociação

ResumoNepal recusou oficialmente ajuda estrangeira para operações de busca e resgate após enchentes que mataram cerca de 500 pessoas. Coreia do Sul, com cidadãos desaparecidos, prometeu US$ 1 milhão e negocia o envio de equipes de emergência. A decisão nepalesa limita a assistência internacional direta, enquanto Seul busca acordo diplomático para acesso humanitário.

Nepal recusou ajuda estrangeira para busca e resgate após enchente que matou cerca de 500 pessoas. Coreia do Sul, com cidadãos desaparecidos, promete US$ 1 milhão e negocia envio de equipes.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 28 de agosto de 2026
Nepal recusa ajuda estrangeira para resgate; Coreia do Sul busca negociação

O Nepal recusou ajuda estrangeira para as operações de busca e resgate após a enchente que devastou várias cidades, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do país nesta sexta-feira. O desastre matou cerca de 500 pessoas e deixou centenas de estrangeiros desaparecidos, incluindo cidadãos da Coreia do Sul.

A enchente atingiu o distrito de Rasuwa, próximo à fronteira com a China, arrasando localidades, danificando projetos hidrelétricos e gerando uma inundação tão rápida que moradores não tiveram tempo de buscar abrigo. "A oferta de ajuda é natural. Nossas agências de segurança estão realizando a operação de busca e resgate. Por enquanto, não precisamos dessa ajuda", disse Lok Bahadur Chhetri, porta-voz do ministério, sem detalhes.

A Coreia do Sul, que já enviou equipe de resposta e prometeu US$ 1 milhão em assistência humanitária via organizações internacionais, informou que o Nepal indicou não planejar aceitar equipes estrangeiras. "A Coreia do Sul continuará negociando com o Nepal sobre o assunto", disse o ministério sul-coreano. Nove sul-coreanos que trabalhavam em usina hidrelétrica estavam desaparecidos e 10 isolados.

O jornal The Kathmandu Post informou que Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh solicitaram autorização para auxiliar. Dinesh Bhattarai, ex-embaixador do Nepal na ONU em Genebra, sugeriu que a relutância pode estar ligada à localização de Rasuwa, que faz fronteira com o Tibete chinês, região sensível para Pequim. Chhetri negou relação com a sensibilidade chinesa, dizendo que as equipes locais conduzem a operação. A China não respondeu a pedido de esclarecimento.

Para quem acompanha o impacto financeiro, a recusa pode atrasar a reconstrução de projetos hidrelétricos danificados, afetando investimentos estrangeiros na região. A Coreia do Sul, com cidadãos desaparecidos, mantém pressão diplomática, o que pode gerar novos desdobramentos nos próximos dias. impacto de desastres naturais em investimentos

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