Economia

Mulher de Lito Sousa nega favorecimento para remédio experimental

ResumoMila Seidl, esposa do influenciador Lito Sousa, negou nas redes sociais qualquer favorecimento na autorização do medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob. O acesso ao tratamento segue trâmite legal previsto em lei, sem privilégios. A declaração pública visa esclarecer o processo regulatório.

Mila Seidl, mulher do influenciador Lito Sousa, usou as redes sociais para negar que a autorização do medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob tenha sido obtida por favorecimento. Ela explica que o acesso segue um trâmite legal previsto em lei.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 07 de setembro de 2026
Mulher de Lito Sousa nega favorecimento para remédio experimental

A mulher do influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, usou as redes sociais no sábado, 5, para negar que a autorização para o uso de um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob tenha sido obtida por favorecimento de autoridades, empresários ou da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Anvisa autorizou a importação do medicamento na sexta-feira, 4, em caráter excepcional, diante da rápida evolução da doença. Segundo a agência, o medicamento ainda está em fase pré-clínica, sem estudos clínicos formalmente iniciados em humanos para avaliar o tratamento da doença priônica.

Nos vídeos, Mila explica que a família conduziu as negociações com a farmacêutica responsável e reuniu a documentação com apoio dos médicos. "Vi algumas pessoas falando que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi, gente. Isso é um regulamento, tá previsto em lei", afirma. Ela reforça: "Tem um trâmite legal que precisa ser cumprido pra você fazer isso. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito, isso existe e qualquer cidadão numa situação como essa pode pleitear". A esposa do influenciador rebate relatos de ajuda de ministros, empresários ou da própria Anvisa. "De verdade, foi tudo assim por conta própria", diz.

Segundo a Anvisa, essa modalidade de acesso é destinada a pacientes com doenças graves, debilitantes ou que ameaçam a vida, sem alternativas terapêuticas satisfatórias. As solicitações são analisadas conforme gravidade, estágio da doença e ausência de alternativa no país. A família tentou antes a participação de Lito em um estudo experimental, mas não avançou. "Foi negado, não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque tava fechado (para novos participantes) o estudo", conta Mila.

Diante da urgência, houve um entendimento entre os órgãos para acelerar a tramitação, que passou por instâncias nos Estados Unidos e no Brasil, incluindo farmacêutica, Ministério da Saúde, Anvisa e FDA. "Esse fluxo mais rápido levou, sei lá, uma semana", relata. Dados da Anvisa mostram que, em 2024, o tempo médio de autorização de programas de uso compassivo foi de 15 dias, com 48 programas autorizados no ano. Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade neurodegenerativa rara, progressiva e sem tratamento que interrompa sua evolução.

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