Morte do rei da Noruega revela fortuna menor que se imagina
O palácio real da Noruega anunciou nesta sexta-feira (28) o falecimento do rei Harald V, aos 89 anos, vítima de uma infecção bacteriana no sangue. Ele era o monarca mais velho da Europa e exercia funções principalmente cerimoniais, já que a Noruega é uma monarquia constitucional. Quem comanda o país é o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre.
A herança deixada pelo rei chama atenção: estimada em US$ 30 milhões (R$ 154 milhões), segundo o portal Celebrity Net Worth, valor não confirmado por outras fontes. Para dimensionar, a Noruega tem o maior fundo soberano do mundo, avaliado em cerca de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,3 trilhões), mas ele pertence ao Estado. A fortuna de Harald equivale a 0,001% desse montante.
O custo de manutenção da monarquia também é revelador. Segundo o Yahoo! News, os gastos anuais são de cerca de US$ 72,3 milhões (R$ 373 milhões), incluindo segurança pessoal e despesas da Casa Real. O valor é alto, mas fica muito abaixo do que gastam outras famílias reais: Reino Unido (US$ 500 milhões), Mônaco (US$ 1 bilhão) e Arábia Saudita (US$ 1,4 trilhão).
A família real norueguesa leva um estilo de vida "simples" em comparação aos pares. Segundo o South China Morning Post, o portfólio imobiliário inclui nove propriedades privadas, como o Palácio Real de Oslo, o chalé de esqui Prinsehytta, uma fazenda em Bygdøy e a residência Mågerø. Na Noruega, o ensino privado é raro: o príncipe herdeiro Haakon e a princesa Märtha Louise frequentaram escolas públicas, assim como o próprio Harald V. Membros da realeza já foram vistos usando transporte público e voos domésticos regulares.
O atacante Erling Haaland lamentou a morte do rei nas redes sociais: "Obrigado por tudo o que significou para a Noruega". monarquias europeias e seus custos fundo soberano norueguês e investimentos